Uma das coisas mais complexas de fazer no mercado imobiliário é definir o preço “real” de um imóvel e coloca-lo à venda. Existem métodos e procedimentos que nós, avaliadores, realizamos que chega a um valor de mercado para todos os bens imóveis.
O problema acaba sendo outro. Trata-se do valor afetivo que as pessoas tem com seus imóveis. Entendo que seja ate normal as pessoas terem apego emocional aos seus lares, afinal de contas nestes locais a vida de cada um se desenvolve.
Filhos, família, alegrias, conquistas. Tudo isso influencia na constituição do valor afetivo que as pessoas colocam em seus bens imóveis. O problema para o avaliador é fazer a pessoa entender que aquele lugar que tanto representa para ela, pode não representar tanto como ela julga no mercado imobiliário.
Usualmente eu, quando apresento uma avaliação, deixo claro que sempre atenderei a proposição do proprietário. Mas, deixo claro também que o mercado vai entender aquele imóvel como fora do preço e este fato pode inviabilizar futuros negócios.
Avaliar e vender bens imóveis não é tão difícil. Difícil é vender emoções.