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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Microcontos

"Tinha duas caras. Tadinha! Gastava o dobro com creme facial"

Microcontos

 Microcontos são contos pequenos como o próprio nome diz. Tem entre sete e quinhentas palavras e exige um refinamento de síntese e criatividade.

Acho que  me enquadro na categoria de escritor desse tipo de artigo, então começarei e postar aqui  algumas coisas. Não  me levem a mal e divirtam-se...

"Como você está hoje não importa. Importa se ficaram de você lembranças dentro do meu coração".

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Virando a página

 Eu e minha estranha maneira de acreditar que as casas guardam recordações das pessoas. Hoje estou vivendo um dos dias mais tristes de que tenho lembrança.

Vendi minha casa de praia.

Os que não veem as coisas como eu dirão. “Idiota, chorar por um patrimônio que só te traz despesas numa praia sem estrutura”. Pegarei o dinheiro e investirei em outro imóvel, alguma coisa que me de retorno financeiro no ultimo terço de minha existência e talvez um dia esteja apegado a ele com a mesma intensidade, sei lá.

Não será a mesma coisa. Minha casinha na praia como chamávamos foi um sonho de família, um sonho sonhado por várias pessoas. Refúgio de incontáveis finais de semana da década de noventa. Reduto onde muita coisa importante de nossa vida aconteceu.

Onde os filhos cresceram, onde conheci e convivi com gente especial, meus amigos, onde relaxei na pescaria ou fazendo coisas bobas, mesmo porque o mar e o clima não te exigem demasiado envolvimento nas coisas que fazemos.

Nunca me esquecerei do nosso caseiro “Mané” que aguardava com sua resenha semanal e um bom café. Nunca me esquecerei do Dudu, radioamador que nos acompanhava enquanto trafegávamos pela rodovia. Nem do João Ribeiro, meu amigo cocho, que tinha tanto carinho por mim.

Nunca me esquecerei das noitadas de videokê, naquelas em que a vizinhança aparecia para dar seu show e do Mike Tyson, guardião da churrasqueira a esperar por um pedaço de carne.

Nunca me esquecerei do café matinal com pão fresquinho da Fabiúla ou da  minha mãe gritando que o macarrão esta na mesa na hora das refeições.

Nunca vou me esquecer de que quando me separei fiquei mais de ano sem ir para lá, com medo de ter lembranças dela. Ao virar esta página em minha vida sinto que só agora estou realmente separado. Porque as casas guardam lembranças; acreditem.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Miiha auto formatura

Quando você decide fazer uma grande mudança em sua vida tenha certeza que pagará um bom preço por isso, mas ao atingir seu objetivo saiba que a recompensa será maior ainda.
Hoje, ao sair o resultado das minhas últimas provas, concluo o curso de Guia Regional de Turismo. Foi um ano e meio de dedicação, aulas presenciais das dezenove às vinte e três horas de segunda à sexta, palestras, aulas práticas, visitas técnicas e viagens, sem contar os livros de leitura paralela. Abri mão de muita coisa, de muito bar na sexta feira e muito encontro social. Até em jogos do meu Athlético deixei de ir para poder me dedicar como queria.
Nem mesmo essa pandemia que revolucionou o mundo e a segunda metade do semestre escolar foi capaz de tirar-me o entusiasmo. E assim remotamente concluo o meu objetivo, mas não sem a mesma emoção que dedico a tudo que faço.
Agradecimentos. A Deus, aos familiares e aos amigos pela compreensão e apoio. Especialmente agradeço a Kátia Bocuti por seu imenso suporte e paciência. Aos meus professores pelos ensinamentos, aos colegas de classe que se transformaram em amigos e amigas nessa caminhada. Um agradecimento especial à guia Rosangela Barrozo Rossi a quem elegi como mentora e que abriu as portas da profissão de guia de turismo na prática.
Isso não é um fim. É apenas um recomeço. Partiu curso de Guia Nacional e América do Sul.
Muito Obrigado

sexta-feira, 20 de março de 2020

Dica de quarentena

A dica de hoje é o filme Estomago. Trama romântica policial rodada no centro histórico da Curitiba. achei sensacional.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Antes que o Covid 19 acabe com tudo

Fui instigado a escrever, depois de um longo período, desafio aceito e o assunto qual é?
Tcharam!
Corona Vírus.
Pois bem, primeiro e antes de tudo  vou dizer o que penso sobre o assunto.
Eu penso que tudo isso que esta acontecendo é uma merda. Ponto.
Nestes momentos é que floresce a estupidez humana. Um exemplo?
Veja os idiotas fazendo estoque de mantimentos, esvaziando os super mercados, quanta imbecilidade. Não é para ir em local com aglomeração de pessoas, mas no super mercado lotado pode. Aliás, o super mercado é o único estabelecimento comercial onde você não encontra um álcool gel disponível para assepsia e todo mundo põe a mão em todos produtos.
Em verdade, essa pandemia é uma guerra de um vírus potencialmente agressivo com os sistemas de comunicação. E a informação está na palma da sua mão, por isso o  nível de saturação de mensagens a respeito. Faz parte. Só posso dizer que venceremos esta parada. Não será uma nova gripe espanhola, com toda certeza.
No mais é isso. Muita água, mãos limpinhas e filmes na TV. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Democraticamente vivendo...

Certa vez me disseram que existem dois espaços populares perfeitamente democráticos, especificamente, àqueles em que o rico pode conviver ombro a ombro com o pobre. São eles os estádios de futebol e as praias.

Agora, visualize a seguinte cena: Domingo de praia, na que frequentamos, notamos chegar um casal e sua filha. Após montarem sua tenda, a jovem senhora espraia-se ao sol, a filha vai fazer alguma coisa no celular (esperar o quê?); o marido, soberbo abre a caixa térmica, tira uma garrafa de champanhe e duas taças. Com cerimônia abre a bebida, serve-a, brinda com a esposa e senta-se a contemplar a paisagem maviosa das praias de São Chico.

Não demora muito, logo à sua frente, outra família, espremida em seu guarda sol toma cerveja, aquela alojada numa caixa de isopor clássica repleta de latinhas. No meio das pessoas, protegida à sombra vimos uma caixa de som tipo “Bombox”. Então, uma senhora levanta-se e da o play. Começa tocar um ritmo que identificamos como sendo o que popularmente chamam de “passinho”. Essa senhora puxa seu marido e ambos começam a dançar em sincronia na areia, algo que mais parecia ser uma dança tribal, melhor, um ritual de acasalamento das galinhas de Angola.

Viro pro lado e indago: O que dizer no Face? Na nossa praia tomamos champanhe na areia. Ou na nossa praia dançamos “passinho” na areia?

O dia estava lindo a água estava clara, morna e tudo bem entre as partes. Cada um na sua e a classe média só observando.