Páginas

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nomes estranhos (2)


Quando penso que já vi, ouvi tudo em matéria de nomes diferentes eis que o Angeloni brinda-me com mais uma raridade no assunto. Outro dia escrevi aqui sobre a atendente que foi batizada como nome de Queli. Creio que o departamento de recursos humanos deles contrata pelo nome dos candidatos utilizando-se do critério quanto mais estranho mais chance de ser contratado.



Ontem estive novamente lá e fui surpreendido no caixa por uma atendente que falava metodicamente, como se fosse um programa de computador, não me contive e perguntei se ela havia trabalhado com telemarketing, qual foi minha surpresa quando ela respondeu que sim, ficou viciada em gerundismo após dois anos de profissão.


Não bastasse o hilário achado prestei atenção no crachá da moça. Li, reli e quase caí para traz. Eis que o nome da vivente escrevia-se assim: Indy Hanara.
No primeiro momento pensei que seu pai era louco pela categoria de corrida Fórmula Indy, depois vi que ele quis diferenciar o nome de origem indígena Indianara mais comum.


Ainda sobre o mesmo assunto, outra noite assistia a TV Bandeirantes, seu mais novo comentarista esportivo é o ex-jogador e malabarista da bola Denilson. Parei para analisar o seu nome. Veja que interessante: Denilson foneticamente em inglês quer dizer “The new son”, que traduzindo significa “O filho novo”.


Será que tem algum fundamento?


Valei-me Deus, assim não agüento.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sobre duas rodas



Hoje estive numa revenda de motocicletas, a observar os modelos fiquei pensando o quão inteligente é o transporte sobre duas rodas. Menos poluente, mais econômico, mais prático do que outro veículo é sem dúvida a grande opção para os grandes centros urbanos.



Eu mesmo, alimento minha apreciação por motos já faz muito tempo, e durante toda minha vida sempre tive uma como opção de transporte. Atualmente com um modelo Honda na garagem não deixo de dar minhas voltas de quando em vez.


Pais e mães dirão que moto é um veículo perigoso, e com toda razão, pois o problema não esta só no equipamento que não oferece proteção ao piloto assim como no piloto propriamente que excede os limites de segurança.


Li certa vez que existem fases a serem vividas para que um piloto de moto chegue a um nível de segurança satisfatório que são:


1ª_ O piloto não conhece os limites do equipamento e respeita-o, por isto mesmo não tem muito perigo nesta fase.


2ª_ A mais perigosa das fases, pois o piloto pensa que conhece os limites do equipamento e domina e acaba por descobrir que não é bem assim a custa de uma queda ou algum susto.


3ª_ Depois de passar por um risco ou situação perigosa o condutor passa a respeitar os limites oferecidos pelo equipamento, a partir deste período os acidentes são mais restritos já que temos um piloto experiente.


Eu tenho uma pratica que sugiro a quem queira andar de moto, toda vez que coloco a chave na ignição eu me alerto de que estou subindo numa motocicleta é como um plug-in que faz com que me mantenha sempre esperto porque no transito não basta cuidar de você tem que se cuidar pelos outros também. Pena que o tempo em nossa cidade não contribua o ano inteiro para que se possa motocicleta o ano inteiro.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vida boa.


Ontem estive em Paranaguá para uma reunião. Resolvi ir de carona, pois para atender apenas um cliente e da forma rápida como imaginei que seria não compensava ir de carro e nem pagar o extorsivo pedágio, sempre lembrarei outorgado pelo então senhor Jaime Lerner, em que eu jamais darei meu voto e espero que você se lembre disto também.



O compromisso atrasou um pouco e acabei por ficar um pouco mais na maviosa cidade litorânea, lá onde o estado começou. Creio que já escrevi aqui sobre o estado de abandono que encontro Paranaguá sempre que por lá passo. Ontem, porém, devido aos horários reajustado andei por seus bairros e observei que morar em cidade menor é uma maneira bucólica de viver. Famílias reúnem-se ao final da tarde para juntas tomar um bom café e falar sobre sue dia, devem ouvir mais uns aos outros, dar atenção aos mais velhos, enfim deve ser mais humano morar num lugar em que o transito não te consome e a neura da violência não invada sua vida. Fiquei imaginando aquela mesa posta com um café, leite, pão das antigas, o pão de água verdadeiro envolto na farinha de fubá uma manteiga e por fim uma torta gostosa como sobremesa. Quer coisa melhor?


O clima abafado da região faz com que você deixe sua casa mais aberta e se puder até sente-se numa confortável cadeira para ver a vida passar na calçada. Sabe, é como se você fosse mais leve, como se pudesse viver sem alarmes nem travas em casa, imagine a vida sem estas preocupações. Vida de cidade menor, vida de cidade melhor. Mais saborosa. Fiquei com inveja daquele povo, até chegar a hora de pegar o ônibus e voltar pra casa, para minha realidade.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

“Bom dia Vietnã!”

“Bom dia Vietnã!”

Apoderei-me da saudação em que o radialista no filme o Franco Atirador iniciava suas transmissões para os soldados americanos na frente de batalha. Tudo porque voltamos à guerra. Acabaram-se as férias e embora o tempo ainda esteja maravilhoso trabalhar é preciso e para provar minha dedicação hoje vou a Paranaguá de calças, sapatos e meias. Tortura.


A cidade amanheceu diferente, algumas escolas já voltaram às atividades, o transito esta mais nervoso e um clima de despertar à responsabilidade bate em todos. Garanto que todos estão preocupados com os “is”, IPTU. IPVA. IR e outros impostos fica frio os antigos romanos já diziam que certo na vida só a morte e os impostos.


Quer um conselho? Não entre numa papelaria neste período. Será massacrado por mães afobadas e suas intermináveis listas de material escolar.
E para contemplar o período de férias que acaba publico uma foto que fiz no parque Águas Claras, onde crianças brincam na boca da orca.
Boa semana a todos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pondo cor na minha vida

Eu acabei de pintar as paredes da casa de praia. Ficaram ótimas. Resolvi por mais cor na minha vida. Aprendi com Kátia umas técnicas de textura em parede, você primeiro passa massa corrida e dá por meio de carimbo ou outra ferramenta uma textura única à superfície da parede. Assim sendo na sala colocamos um acabamento que lembra ondas do mar. No quarto casal um efeito palha conseguido com uma simples esponja de lavar louças. No quarto de solteiros fizemos uma textura xadrez conseguida com o auxílio prestimoso de um pente de cabelos (fosse um pente meu chamaria pente de cabelo). Adorei a brincadeira. Pudesse teria feito em toda casa, mas o bom senso feminino me ensinou que não ficaria bom.
O tempo aqui no litoral esta ótimo, pena que as férias estão acabando e sexta-feira já tenho compromisso na cidade grande. Grande, por sinal, esta ficando Pontal do Paraná. Próximo de casa esta ficando pronta uma unidade da Universidade Federal, o Centro de Estudos de Aquicultura, onde antes havia a ruína de um clube, hoje há uma escola técnica. Ainda estão chegando duas grandes empresas que construirão as plataformas de prospecção do pre-sal. Tudo indica que terei muito o que fazer na minha casinha beira mar, local de meu ocaso.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dos mares do sul

Bom dia amigos leitores!
Estou tirando uns dias para trabalhar aqui do litoral. Vim curtir um pouco minha casa, fim de semana foi maravilhoso. Casa cheia, boa companhia, bons amigos e o tempo, em que pesem as chuvas noturnas, tem ajudado bastante. Neste exato momento, segunda-feira próximo do meio dia, o sol alto deixa o dia maravilhoso. O quão sou grato à tecnologia, posso trabalhar aqui de casa falando com pessoas que estão enfurnados em seus escritórios e sujeitos as agruras do trânsito em suas cidades.
Eu e Ká tiramos os dias para livrar-nos de algumas coisas que jaziam velhas por aqui, estamos fazendo algumas texturas e pinturas novas na casa, esta ficando um show, nunca pensei que fosse tão agradável trabalhar com texturas, um passa tempo interessante. No mais estamos estamos dando novas cores à casa, tudo a ver com os tons do mar e da areia.
Portanto amigos, é isto aí. Uma boa semana para todos e aguaardem notícias alviçareiras dos mares do sul.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nona e o sex shop

Atendendo a insistentes pedidos, mais de quinhentos (sic!), vou contar a passagem que comentei no texto de ontem quando minha mãe foi para num sex shop.



Já se passaram mais de dez anos, minha mãe então com mais de setenta anos identificou um problema que devido a sua idade não teve outra alternativa a não ser a cirurgia e retirada de um dos seios. Mesmo tendo idade avançada seu psicológico pegou pesado, imagino no caso de uma mulher numa situação destas sempre deve mexer com a auto estima. Caso ela fosse mais jovem os médicos teriam optado por implante de prótese corretiva. Não foi o caso.


Menos mal ela acabou por entender que era melhor passar pela provação do quer perder a vida e como diziam os antigos romanos: Vão-se os anéis, ficam os dedos.


Por tal razão ela teve que providenciar a compra de uma prótese externa para ocupar o espaço então vazio. Este tipo de produto é sempre muito caro, feito sob medida com materiais diferenciados, preço alias que ela não queria pagar.


No processo para resolver o problema alguém sugeriu a ela que uma prótese poderia ser comprada num sex shop por um preço bem mais baixo uma vez que este tipo de produto não tem as exigências que uma prótese médica tem. Movida pela recuperação de sua auto estima e pela busca de algo mais em conta, Nona não teve dúvidas, pediu a minha irmã para levá-la a um sex shop, lá encontrou seu objeto de desejo e voltou feliz da vida com seu problema resolvido.


Minha irmã que acompanhou-a disse que era uma cena que beirava ao surreal ver uma anciã entrando num sex shop e explicando ao atendente o que pretendia adquirir. Estórias da Nona Pina.