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sexta-feira, 31 de julho de 2015

O grito

Lembro que aconteceu, mais ou menos neste período há alguns anos atrás. Estava passando por sérios problemas pessoais que culminaram com meu divórcio.
Não tem como passar por este processo sem ter muito estresse e desgaste emocional. Um maremoto de emoções e sentimentos, quando o amor deixa de existir o que fica além da tristeza é o rancor, a raiva, enfim muitos sentimentos ruins.
E nesta ambientação toda, lembro que certa manhã estava indo com a ex para a UP, deveria deixa-la para um tratamento dentário, discutíamos no trajeto por razões quem nem me lembro mais. Pressionado, em determinado momento, involuntário, assim como ato reflexo, soltei um grito.
Foi um grito de desespero, mas também foi um grito de alívio, uma descarga de adrenalina vinda do fundo da alma, do fundo das minhas entranhas.  Um grito estrondoso, um grito libertador.
Um grito que não queria dar, e dei. E depois dele tudo fluiu, e por fim entendi que tudo havia terminado.

Hoje vendo a obra de Edvard Munch entendo perfeitamente o que o artista quer dizer na sua obra.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Amigo é para sempre

Quando chego em  casa  no fim do dia já não faz aquela festa rebolando sem parar. Me olha com um olhar mais calmo, mas que diz a mesma coisa dos dias em que festejava meu retorno.
Meu ancião. Amor da minha vida. Só tenho a te agradecer por tê-lo em minha vida. Estamos juntos Tyson, até o fim. Não nos abandonamos jamais.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O que penso quando corro

O meu pensamento dividido nos períodos de uma corrida de 10 Km:

- Do minuto 0 até o 10° minuto: "Idiota porque não ficou dormindo hoje".
- Do minuto 10 ao 30 minuto: "I believe I can fly"
- Do minuto 30 ao 40: "Eu sou o cara, a metade já foi"
- Do minuto 40 ao 50: "Ai meu tempo f..., não vai dar"
- Do minuto 50 ao 58: "Dói tudo, mas quem veio até aqui vai até o fim"
- Ao final: "Que bom, depois de amanhã tem mais"

Estórias da Dona Pina - A Marmita

Minha família teve um restaurante, nos moldes antigos, à La Carte, no centro de Curitiba. Criado atrás do balcão, como dizia minha mãe, eu ajudava atendendo os clientes de marmitas e os pedidos de bebidas dos garçons.

Aos sábados servíamos feijoada, tanto no restaurante como em marmitas para os clientes que desejassem levar para casa. E todo o sábado vinha um cliente com sua marmita comprar nossa feijoada. Na metodologia do restaurante as marmitas levavam a mesma porção de feijoada servida nas mesas, porém este cliente ao receber sua marmita sempre queixava-se da quantidade. Então, eu pegava sua marmita e descia a longa escada que separava a cozinha do atendimento para que minha mãe complementasse a marmita do cliente chorão com um pouco mais de feijão. Assim ele ia embora satisfeito todo sábado.

Certo sábado ele veio para pegar sua feijoada e como de costume reclamou. Fiz o procedimento e entreguei a marmita novamente para minha mãe fazer o procedimento. Desta vez, creio que tendo mais gente em sua casa para o almoço ele tornou a reclamar.

Para seu azar, creio que naquele dia Dona Pina estivesse um pouco nervosa, quando entreguei novamente a marmita dizendo que ele ainda não estava satisfeito com a quantidade, ela tomou a marmita de minha mãos e dize que ela mesmo entregaria ao cliente.

Passado alguns minutos subiu as escadas e entregou ao cliente a marmita vazia e lavada. Ao entregar disse mais ou menos assim:

“Meu senhor! Não estamos aqui para roubar ninguém, mas também não estamos aqui para perder dinheiro. Existem outros restaurantes próximos que podem lhe servir uma feijoada melhor”.

O cliente, surpreso sem nada dizer, deu as costas e saiu porta fora. Sábado seguinte retornou, pediu sua marmita e me disse:

“Por favor, não diga para sua mãe que é para mim”.

Recebeu sua marmita e foi embora sem reclamar de nada. Psicologia de atendimento ao cliente a maneira da Dona Pina.


#estórias
#renatodeluca

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Frases e pensamentos

"Se você gosta de mim é um problema seu. Mas, se você não gosta de mim é um problema meu".
E daí? De quem é o problema?

Boa segunda.

#frasesepensamentos
#renatodeluca

domingo, 26 de julho de 2015

Reflexão da semana

Vamos encarar mais uma semana.
Amigos do blog, boa semana. A imagem que posto exige um pouco mais de reflexão.
Que tal edificar e arrumar os muros de nossas vidas na semana que inicia?

#renatodeluca

sábado, 25 de julho de 2015

Da crença de cada um eis a minha

Alguns leitores me perguntam quanto ao meu credo. 
Respondo exatamente da forma que respondo quando me perguntam qual a minha religião.
"Minha religião é a minha".
O meu Deus que dotou-me de intelecto para discernir e pensar e assim chegar a algumas convicções que são:
Não acredito em religião e seus ritos.
Não acredito em profetas.
Não acredito em santos.
Não acredito em espiritualidade.
Acredito em Deus.
Não acredito no modelo de Deus que julga, premia ou pune.
Acredito no Deus que rege as forças da natureza e através dela muda a vida das pessoas para melhor ou para pior.
Quer entender um pouco mais o que professo leia o texto "Deus segundo Spinoza".

#Fé
#renatodeluca