Quando você decide fazer uma grande mudança em sua vida tenha certeza que pagará um bom preço por isso, mas ao atingir seu objetivo saiba que a recompensa será maior ainda.
Hoje, ao sair o resultado das minhas últimas provas, concluo o curso de Guia Regional de Turismo. Foi um ano e meio de dedicação, aulas presenciais das dezenove às vinte e três horas de segunda à sexta, palestras, aulas práticas, visitas técnicas e viagens, sem contar os livros de leitura paralela. Abri mão de muita coisa, de muito bar na sexta feira e muito encontro social. Até em jogos do meu Athlético deixei de ir para poder me dedicar como queria.
Nem mesmo essa pandemia que revolucionou o mundo e a segunda metade do semestre escolar foi capaz de tirar-me o entusiasmo. E assim remotamente concluo o meu objetivo, mas não sem a mesma emoção que dedico a tudo que faço.
Agradecimentos. A Deus, aos familiares e aos amigos pela compreensão e apoio. Especialmente agradeço a Kátia Bocuti por seu imenso suporte e paciência. Aos meus professores pelos ensinamentos, aos colegas de classe que se transformaram em amigos e amigas nessa caminhada. Um agradecimento especial à guia Rosangela Barrozo Rossi a quem elegi como mentora e que abriu as portas da profissão de guia de turismo na prática.
Isso não é um fim. É apenas um recomeço. Partiu curso de Guia Nacional e América do Sul.
Muito Obrigado
Este é um espaço de expor idéias, desenvolver projetos, discutir, relembrar, entreter-se, rir, chorar, pensar. Aqui você encontrará de assuntos sérios aos mais banais, tratados com bom humor e simplicidade sob a minha ótica, o que necessariamente não quer dizer que sejam verdades absolutas. Divirtam-se.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
sexta-feira, 20 de março de 2020
Dica de quarentena
A dica de hoje é o filme Estomago. Trama romântica policial rodada no centro histórico da Curitiba. achei sensacional.
quarta-feira, 18 de março de 2020
Antes que o Covid 19 acabe com tudo
Fui instigado a escrever, depois de um longo período, desafio aceito e o assunto qual é?
Tcharam!
Corona Vírus.
Pois bem, primeiro e antes de tudo vou dizer o que penso sobre o assunto.
Eu penso que tudo isso que esta acontecendo é uma merda. Ponto.
Nestes momentos é que floresce a estupidez humana. Um exemplo?
Veja os idiotas fazendo estoque de mantimentos, esvaziando os super mercados, quanta imbecilidade. Não é para ir em local com aglomeração de pessoas, mas no super mercado lotado pode. Aliás, o super mercado é o único estabelecimento comercial onde você não encontra um álcool gel disponível para assepsia e todo mundo põe a mão em todos produtos.
Em verdade, essa pandemia é uma guerra de um vírus potencialmente agressivo com os sistemas de comunicação. E a informação está na palma da sua mão, por isso o nível de saturação de mensagens a respeito. Faz parte. Só posso dizer que venceremos esta parada. Não será uma nova gripe espanhola, com toda certeza.
No mais é isso. Muita água, mãos limpinhas e filmes na TV.
Tcharam!
Corona Vírus.
Pois bem, primeiro e antes de tudo vou dizer o que penso sobre o assunto.
Eu penso que tudo isso que esta acontecendo é uma merda. Ponto.
Nestes momentos é que floresce a estupidez humana. Um exemplo?
Veja os idiotas fazendo estoque de mantimentos, esvaziando os super mercados, quanta imbecilidade. Não é para ir em local com aglomeração de pessoas, mas no super mercado lotado pode. Aliás, o super mercado é o único estabelecimento comercial onde você não encontra um álcool gel disponível para assepsia e todo mundo põe a mão em todos produtos.
Em verdade, essa pandemia é uma guerra de um vírus potencialmente agressivo com os sistemas de comunicação. E a informação está na palma da sua mão, por isso o nível de saturação de mensagens a respeito. Faz parte. Só posso dizer que venceremos esta parada. Não será uma nova gripe espanhola, com toda certeza.
No mais é isso. Muita água, mãos limpinhas e filmes na TV.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
Democraticamente vivendo...
Certa vez me disseram que existem dois espaços populares perfeitamente democráticos, especificamente, àqueles em que o rico pode conviver ombro a ombro com o pobre. São eles os estádios de futebol e as praias.
Agora, visualize a seguinte cena: Domingo de praia, na que frequentamos, notamos chegar um casal e sua filha. Após montarem sua tenda, a jovem senhora espraia-se ao sol, a filha vai fazer alguma coisa no celular (esperar o quê?); o marido, soberbo abre a caixa térmica, tira uma garrafa de champanhe e duas taças. Com cerimônia abre a bebida, serve-a, brinda com a esposa e senta-se a contemplar a paisagem maviosa das praias de São Chico.
Não demora muito, logo à sua frente, outra família, espremida em seu guarda sol toma cerveja, aquela alojada numa caixa de isopor clássica repleta de latinhas. No meio das pessoas, protegida à sombra vimos uma caixa de som tipo “Bombox”. Então, uma senhora levanta-se e da o play. Começa tocar um ritmo que identificamos como sendo o que popularmente chamam de “passinho”. Essa senhora puxa seu marido e ambos começam a dançar em sincronia na areia, algo que mais parecia ser uma dança tribal, melhor, um ritual de acasalamento das galinhas de Angola.
Viro pro lado e indago: O que dizer no Face? Na nossa praia tomamos champanhe na areia. Ou na nossa praia dançamos “passinho” na areia?
O dia estava lindo a água estava clara, morna e tudo bem entre as partes. Cada um na sua e a classe média só observando.
Agora, visualize a seguinte cena: Domingo de praia, na que frequentamos, notamos chegar um casal e sua filha. Após montarem sua tenda, a jovem senhora espraia-se ao sol, a filha vai fazer alguma coisa no celular (esperar o quê?); o marido, soberbo abre a caixa térmica, tira uma garrafa de champanhe e duas taças. Com cerimônia abre a bebida, serve-a, brinda com a esposa e senta-se a contemplar a paisagem maviosa das praias de São Chico.
Não demora muito, logo à sua frente, outra família, espremida em seu guarda sol toma cerveja, aquela alojada numa caixa de isopor clássica repleta de latinhas. No meio das pessoas, protegida à sombra vimos uma caixa de som tipo “Bombox”. Então, uma senhora levanta-se e da o play. Começa tocar um ritmo que identificamos como sendo o que popularmente chamam de “passinho”. Essa senhora puxa seu marido e ambos começam a dançar em sincronia na areia, algo que mais parecia ser uma dança tribal, melhor, um ritual de acasalamento das galinhas de Angola.
Viro pro lado e indago: O que dizer no Face? Na nossa praia tomamos champanhe na areia. Ou na nossa praia dançamos “passinho” na areia?
O dia estava lindo a água estava clara, morna e tudo bem entre as partes. Cada um na sua e a classe média só observando.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
As melhores dos últimos sessenta anos. “Por uma causa justa”
Em 2004 eu, meu amigo e compadre Luiz Perci e meu filho fomos ter um final de semana em São Paulo. Nosso programa era visitar o salão do automóvel, assistir uma partida de futebol e no domingo assistir o GP de fórmula de um para depois retornarmos para casa. Podemos dizer, sem medo do politicamente correto, um verdadeiro programa de macho.
Nossa empreitada começou bem. Fomos no carro do Perci, um Tempra Ouro, turbo; um verdadeiro foguete. Logo no caminho de ida, próximo de Registro, numa reta, meu compadre resolveu mostrar um pouco da potência do carrão. O que não contávamos é que no final da reta havia um policial com radar amocado e nos pegou quase na velocidade de um F-1. Multa.
Começamos bem. Mas, o final de semana era para ser de alegria, então seguimos caminho com a mesma animação. Já em São Paulo as coisas correram muito bem. Nosso roteiro aconteceu como havíamos programado. Tudo perfeito, regado à cerveja e boas risadas no almoço, no Anhambi e no campo.
Contudo, nossa maior expectativa era ver ao vivo a corrida de fórmula um no domingo.
Acomodados no hotel, nosso objetivo era jantar por perto e depois dormir para no domingo acordar cedo e partir para Interlagos. Foi-nos indicada uma churrascaria muito próxima ao hotel, tanto que fomos jantar caminhando.
Na churrascaria, comemorando nosso sucesso em Sampa, além da carne vieram as cervejas. Terminado o jantar fizemos o pedido para encerrar a conta. Nesse momento meu compadre, do alto de seus quase um metro e noventa, notou uma promoção anunciada no restaurante. Dizia mais ou menos assim: “Casal no jantar tem desconto de 50% para acompanhante”.
Assim quando o garçom nos trouxe a conta, ele a conferiu e com ar sóbrio discordou do valor. O garçom quis saber qual era a dúvida e ele saiu-se assim: “Meu amigo, tem ali um cartaz dando desconto para casais. Não especifica que tipo de casal”, isso ele falou apontando para mim.
O garçom não entendeu como brincadeira e foi rápido falar com o gerente. Encurtando a estória. Ganhamos um belo desconto na churrascaria.
O que não fazemos por um bom desconto?
A única coisa que não aceitei foi sair de mãos dadas com ele.
Aí seria demais.
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
As melhores estórias dos últimos sessenta anos. "A rainha da festa"
Na década de setenta as pessoas comemoravam aniversário em casa. Nada de baladas e botecos; as festas eram na garage mesmo. Eu na minha turma de amigos nunca fui daquele de arrancar suspiros das moças, mas dava minhas cacetadas, ou seja, volta e meia pingava uma sereia na minha rede.
Certa vez fui a uma festa de aniversário de uma moça da qual os convidados foram meus primos, eu era desta forma o famoso peru de festa. Se bem me lembro o níver rolava numa casa no Jardim das Américas. Já devidamente acomodado num canto da casa enquanto tocavam sucessos da geração dance eis que passa por mim uma linda garota. Trazia nas mãos um prato, olhou para mim e disse alguma coisa que não consegui decifrar.
Olhou pra mim!
Se olhou é porque queria me conhecer. Fiquei todo animado, afinal ela era muito bonita mesmo.
Esperei a troca de ritmos, saiu dance, entrou música lenta.
Mirei a menina; enchi o peito de coragem e fui tirá-la para dançar.
Aceitou.
Então, ao som de She´s my girl, Rock roll Lulluby fui chegando, apertando, encaixando meu rosto naquele pescoço lindo.
Olhinhos fechados, tudo colado (eu disse tudo mesmo). Estávamos viajando na paixão (Ou seria outra coisa?); bem, tirem suas conclusões.
Nos raros momentos de lucidez, abria os olhos e via todos ao redor admirando a cena; olhares surpresos, invejosos. Eu estava abafando. Sim! Aquela seria a minha noite. Me dei bem.
Determinado momento ela meio que se afasta de mim e pede para pararmos de dançar. Estando tudo tão bom. O que será havia acontecido?
Perguntei e ela sem graça me respondeu.
A patroa está me chamando para servir os doces.
Naquele momento tudo fazia sentido. Ela passou me oferecendo salgados e o tonto pensou que ela tinha dito algo. Eu e minha testosterona fomos traídos pela beleza da moça funcionária da casa. Depois, passada a zoação e alguns copos de Cuba vi que realmente ela era muito mais bonita que a aniversariante. A verdadeira rainha da festa.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
As melhores estórias dos últimos sessenta anos.“Simplesmente as rosas não falam, mas voam”
No final da década de setenta, perto dos dezoito anos, como todo jovem meu sonho era poder dirigir. Curitiba não tinha tanta fiscalização e era normal que antes dos dezoito anos alguns mancebos já portassem os carros de seus pais.
Na cidade começavam a circular as motocicletas do batalhão de trânsito, a quem carinhosamente chamávamos de “franguinhos da sadia” pela similaridade com uma propaganda da época.
Minha mãe, rigorosa, recusava-se a liberar as chaves do fusca para que eu pudesse dar meu roles pela cidade. O que fez o adolescente Renato então?
Na cidade começavam a circular as motocicletas do batalhão de trânsito, a quem carinhosamente chamávamos de “franguinhos da sadia” pela similaridade com uma propaganda da época.
Minha mãe, rigorosa, recusava-se a liberar as chaves do fusca para que eu pudesse dar meu roles pela cidade. O que fez o adolescente Renato então?
Fiz uma cópia da chave pra mim.
Sim! Eu, às escondidas, subtraia o carro da minha mãe para poder dar minhas bandas. (Subtraia, uma maneira eufemística para roubar).
Façam ideia da insanidade da ação, pegava o carro para ir à boatinha do Juventus, clube que ficava a incríveis dois quarteirões de casa. Lá chegando, estacionava o fuscão bem à mostra, colocava o chaveiro no bolso deixando à mostra a chave para chamar a atenção da galera. (Que autoafirmação idiota).
Enfim, numa dessas noites agradáveis estava eu no clube quando fui chamado por um segurança me perguntando se me chamava Renato. Confirmei.
Ele me disse que lá fora tinha uma pessoa querendo falar comigo. Quando olhei porta a fora vi no fim de um longo corredor a figura de minha mãe. Vestida com seu roupão e pantufas trazia na mão um portentoso cassetete feito de um pé de cadeira.
Numa atitude máscula, entreguei a chave do carro para o segurança e dei o recado que depois conversaria com ela e fui dormir na casa de minha irmã.
Como domingo era dia de trabalhar no restaurante da família, antes de ir pro trabalho comprei um buquê de rosas com o objetivo de apaziguar a situação.
Eu cuidava do atendimento no balcão e minha mãe coordenava a cozinha. Então, deixei para chegar no momento em que já tivesse algum cliente pois assim a reação dela seria mais serena. E assim fiz.
De nada adiantou minha atitude resignada e apaziguadora. Naquele momento descobri que as rosas não falam, mas voam.
Sim! Eu, às escondidas, subtraia o carro da minha mãe para poder dar minhas bandas. (Subtraia, uma maneira eufemística para roubar).
Façam ideia da insanidade da ação, pegava o carro para ir à boatinha do Juventus, clube que ficava a incríveis dois quarteirões de casa. Lá chegando, estacionava o fuscão bem à mostra, colocava o chaveiro no bolso deixando à mostra a chave para chamar a atenção da galera. (Que autoafirmação idiota).
Enfim, numa dessas noites agradáveis estava eu no clube quando fui chamado por um segurança me perguntando se me chamava Renato. Confirmei.
Ele me disse que lá fora tinha uma pessoa querendo falar comigo. Quando olhei porta a fora vi no fim de um longo corredor a figura de minha mãe. Vestida com seu roupão e pantufas trazia na mão um portentoso cassetete feito de um pé de cadeira.
Numa atitude máscula, entreguei a chave do carro para o segurança e dei o recado que depois conversaria com ela e fui dormir na casa de minha irmã.
Como domingo era dia de trabalhar no restaurante da família, antes de ir pro trabalho comprei um buquê de rosas com o objetivo de apaziguar a situação.
Eu cuidava do atendimento no balcão e minha mãe coordenava a cozinha. Então, deixei para chegar no momento em que já tivesse algum cliente pois assim a reação dela seria mais serena. E assim fiz.
De nada adiantou minha atitude resignada e apaziguadora. Naquele momento descobri que as rosas não falam, mas voam.
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