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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Vitória

Na minha época de ir ao cinema, mesmo porque nesta época não tínhamos vídeo cassete e muito menos DVD o Cine Vitória era o “must” dos cinemas de Curitiba. Meio deslocado do centro, ficava na Barão do Rio Branco quase em frente a sede da Saúda Pública para chegar até ele dava uma boa caminhada.


Grandes películas (jovens película é o avô do DVD) foram exibidas lá. Assisti Inferno na Torre, O Destino do Poseidon, Os Sobreviventes dos Andes, Um Estranho no Ninho e outros grandes filmes nesta sala.


Duas apresentações marcaram para mim o Cine Vitória, uma delas foi o filme Terremoto, neste caso porque este filme tinha um som poderoso. Para dar a impressão de um terremoto a sala do cinema foi reforçada com caibros de obra, era muito estranho entrar no cinema entre os reforços de madeira que escoravam o teto. Já dava um certo medo só de entrar no cinema.

Outra película que marcou foi a Laranja Mecânica, muito mais pela censura imposta na época do que pela qualidade do filme. Resultado; os nus proibidos pelo generalato foram exibidos com umas bolinhas ridículas que acompanhavam os atores nas cenas de nudez. Era muito divertido.


Vou confessar, algumas vezes beirando os dezesseis anos entrei em filmes que eram censurados para menores de dezoito. Dava um gelo na barriga quando passávamos pelo fiscal que ficava junto à moça que recebia os ingressos. Caso ele desconfiasse que não tivesse a idade necessária e se você não pudesse comprovar a verdadeira idade não entrava mesmo. Tinha mais era que vender o ingresso na boca da bilheteria e esperar que alguma alma caridosa comprasse seu bilhete. A estratégia consistia em comprar uma carteira de estudante falsificada, só que a carteira de estudante valia para pagar a meia entrada e não como prova de idade. Graças a Deus nunca me pegaram.


Cine Vitória atualmente é um Centro de Convenções de Curitiba e continua mal utilizado, este centro de convenções não é tão conhecido como foi o velho cinema.

Adolescentes

Sábado saí para correr. Desta feita não coloquei no MP3 minha seleção de músicas para treino, normalmente rock metal pesado. Resolvi ir ouvindo a CBN. Ele tem um debate todos as sábados no qual discutem assuntos diversos, e o de sábado tratava sobre tecnologia.



Os convidados falaram sobre TVs de LED, celulares, informática, enfim toda a parafernália, tecnológica a disposição no mercado. Como este tipo de programa é destinado ao público mais adulto notei que diversas vezes, ao se expressar, os palestrantes falavam na figura do adolescente. Davam a entender que se determinado dispositivo fosse de difícil entendimento qualquer adolescente poderia resolver o problema em sua casa. Com o que concordo, alias não precisa ser um adolescente qualquer criança pode resolver problemas tecnológicos uma vez que ele tem este conhecimento no seu DNA.


Porem vejam como são as coisas. Eu tenho em minha casa quase todos os confortos que a tecnologia pode propiciar e não tenho adolescente. Será isto motivo de uma justa preocupação ou não devo me preocupar com a escassez de adolescentes?


Esta aí uma boa opção para fabricantes de equipamentos aumentarem suas vendas. Poderiam vender junto com seus produtos adolescentes. Você abriria a caixa de sua TV de LED e dentro junto com o manual teria um jovem em estado de latência. Tudo bem. Você pediria sua ajuda quinze vezes e ele não te daria resposta, contudo depois de ameaçá-lo de estrangulamento ele resolveria seu problemas em míseros dois segundos. Pois olhem, se a indústria não tomar esta atitude eu vou entrar no negócio. Vou montar uma empresa de locação de adolescentes. O processo seletivo esta aberto.

Cinemas de Curitiba - Cine São João

O Cine São João era o cinema mais perto do restaurante de nossa família, ficava a pouco mais de cem metros, era como uma sala particular de exibições. Dava pra sair dois minutos antes do inicio da sessão e chegava-se com folga.



Assisti ali quase todos os filmes dos Trapalhões, o Cine São João exibia todos os lançamentos da trupe. Foi também ali que levei a primeira namorada ap cimema, por conta disto não adianta perguntar qual filme era. Não lembrarei nem sob regressão, só lembro que a moça chamava-se Cida.


Este cinema tentou sobreviver ao ataque da indústria do vídeo cassete (lembra?) e por muito tempo sobreviveu da exibição de filmes pornôs. Hoje o Cine São João virou comércio numa região de terminais de ônibus urbanos. Por onde andará Cida? Será que ficou caidinha como o Cine São João?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Rivoli

O Cine Rivoli ficava ali na Emiliano Perneta, bem próximo a Praça Zacarias. Enquanto esperava o ônibus para voltar para casa podia ficar apreciando seus cartazes. Também foi uma sala que não marcou muito por suas exibições, um dos filmes mais interessantes que assisti ali foi a comédia “A Comilança”, que contava a estória de um grupo de amigos que resolve morrer de tanto comer e para isto fecham-se num castelo para executar seu plano. Recentemente consegui este filme em DVD.

Hoje funciona no local uma loja de eletrodomésticos.

Barólatra


Entre várias teorias que tenho a respeito da vida, em que pese minha eterna juventude tem uma que concluo que existem dois tipos de viciados quando falamos especificamente do alcoolismo.



É que existe o alcoólatra, aquele que é viciado em bebidas alcoólicas e o que poderíamos chamar de botequeiro, aquele que é viciado em bar, o que poderíamos chamar de "barólatra". Mas não imagine amigo leitor que o botequeiro se contenta com qualquer bar, destes que estão na moda e recheados de gente bonita e comida gostosa (nunca ao contrário), botequeiro que se preze gosta de bar chechelento. Adeptos do quanto pior melhor, bar pra este tipo de gente tem que ser feio, aparentar ou estar sujo, e ter aquele cheiro característico de boteco, misto de cerveja derramada com bolor. Entendeu?


Eu tenho um conhecido que faz tempo não vejo, e também não vou citar o nome, que pertence lastimavelmente a esta tribo. Vou contar uma das suas. Vou chamá-lo de mineiro. Certa vez mineiro me convidou para ir até sua casa, lá chegando, mulheres para um lado, homens para outro. Entre os homens começou a rolar a cerveja, bebida que abastecia plenamente sua geladeira. Eu que não tenho o vício da bebida, fiquei no social, abri as antenas de sociólogo e coloquei-me a analisar o que acontecia.


Determinado momento mineiro me chama para dar uma saída, precisava ir comprar algo que estava faltando. Saí em sua companhia. Na verdade não necessitava de nada, o que ocorria é que mineiro precisava dar uma passada no seu boteco preferido, ele estava angustiado como que um outro viciado em estado de síndrome de abstinência. Lá chegamos, um local como poderia dizer, muvuquento, cheio de homens que certamente inspiraram Vinícius em seu poema “Porque hoje é sábado” quando escreve num dos versos: “Porque hoje é sábado e todos os bares estão cheios de homens vazios”.


Mineiro então senta-se, no meio do caos pede e bebe sua cerveja. Terminada, desculpa-se por não poder ficar mais em local tão desagradável e volta pra casa ao encontro de sua família e amigos. Vá entender.


Semana passada, flagrei um botecão destes, chechelento e muvuquento, como aquele que mineiro gosta de freqüentar. Cheio de homens vazios como descreveu o poetinha.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Palácio

Cine Palácio ficava em frente ao Avenida, conforme já disse. Sinceramente, não me lembro de um grande filme que assisti ali. Desta sala tenho apenas uma agradável recordação.



Certa vez, já adolescente, após uma noite de sono mal dormida fui assistir um filme no Cine Palácio. Escolhi a sessão que começava às duas da tarde. Sentei, começou o filme e foi só do que consigo me lembrar, lembro quando fui acordado pelo lanterninha dizendo que precisava ir embora, pois para aquele filme não haveria sessão das seis horas. Saí do cinema pagando o maior mico já que passara a tarde dormindo no cinema. Nem por isto deixei de ao sair ir comer a tradicional pizza com vitamina só que desta feita teve gosto de café da manhã. Hoje o cine Palácio é uma loja da rede MacDonalds, aliás a primeira de Curitiba.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Avenida

Cine Avenida ficava onde hoje é a Boca Maldita. Uma sala bastante interessante. Lembro que naquela casa assisti dois filmes marcantes em suas épocas. Um deles foi Ben Ur (é assim que se escreve?) e outro um clássico do cinema nacional, O Menino da Porteira, esta sala tinha como hábito passar muitas películas do cinema nacional, como as trilhas do Mazaropi e de outros artistas.


O Cine Avenida ficava em frente ao Cine Palácio, bastava atravessar a rua, assim os dois funcionavam como verdadeiro centro de lazer na cidade, dava perfeitamente para assistir a duas sessões num mesmo dia.


Eu saia do restaurante de meus pais com o dinheiro da entrada mais o suficiente para depois do filme passar na Acrópoles, uma lanchonete na rua XV, e comer uma fatia de pizza e uma vitamina. Quando acabavam as sessões destes cinemas faziam fila pra fazer o lanche ali. Quem tinha dinheiro pagava, quem não tinha comia do mesmo jeito, eles não controlavam mesmo.

Hoje no local que foi totalmente demolido tem uma loja de departamentos, não posso falar o nome pois eles ainda não assinaram contrato de publicidade comigo.