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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Viva Bia!


Ontem, fazendo uma coisinha banal depois do pastel de feira, vibrei como há muito tempo não vibrava diante da televisão. Assisti o desafio de kart que todo ano reúne pilotos de várias categorias em Florianópolis.
Estavam lá, como de costume, a elite dos competidores nacionais e convidados estrangeiros que levam nossa bandeira pelo mundo afora. Este ano o alemão Shumi não veio, logo ele que não perde esta oportunidade. Em seu lugar, largou na décima primeira posição, uma mulher, a corredora da Formula Indy Bia Figueiredo.
Esqueci do alemão. Esta mulher deu um show de habilidade e perícia, um a um foi deixando para trás marmanjos com experiência internacional em grandes categorias como Massa, Sena e Barrichelo. Acabou vencendo a prova num final emocionante, contagiou a torcida.
Dada a bandeirada final, Bia parou seu kart na pista, tirou o capacete, a balaclava e soltou seus cabelos deixando à mostra um belo par de brincos que adornavam seu belo rosto, um toque feminino com competência e beleza no mundo dominado pelos homens. Adorei, Bia Figueiredo ganhou mais um torcedor.
Depois fui à pesquisa na internet e descobri que nos Estados Unidos já tem uma corredora chamada Danica que faz o maior sucesso por lá. Quem sabe não estamos presenciando o surgimento de um novo ídolo (ou seria ídola) no cenário nacional? De qualquer maneira em dois mil e onze quero Bia na Ferrari.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pé de Chinelo


Já pararam para pensar de que dentro da indumentária humana os chinelos são muito mais importantes do que os sapatos?

Não me lembro de ter tantos sapatos importantes como chinelos em termos de moda. Vejamos. Os chinelos já possuem vários ícones que vão e voltam ao contexto da moda.


Se bem me lembro começamos com os chinelos Havaianas, quem não teve um destes levante à mão. Talvez tenha sido este modelo de chinelo que tenha inspirado a expressão “Pé de Chinelo”, pois foi feito para adornar os pés pobres da sociedade. Assim ficou por um bom tempo, andou sumido e retornou triunfante nas vitrines de lojas espalhadas pelo mundo. Eu disse “mundo”, já vi Havainas à venda na Itália por módicos vinte e seis euros. Agora mesmo há uma campanha na TV sugerindo a marca para ir a balada. E quando imaginávamos em ir a uma festa de chinelos?


Depois veio a famosa fase do chinelo Rider, que existe também até os dias atuais. Vendeu como água, era o chinelo usado por astros esportivos em seus momentos de folga. Tinha um inconveniente. Depois de um tempo adquiria um cheiro horroroso, um “budum” digno dos pés de atletas.


E recentemente apareceram os Crocs, chinelo borrachudo, macio, que deixa seu pé com aparência de pé de palhaço, mas muito gostoso. Os Crocs são bem transados, as crianças adoram, pois eles vem preparados para serem customizados com adornos mil.


Independente da época, fato que não tem coisa mais agradável do que chegar em casa após um dia de trabalho com sapatos e liberar-se num chinelinho básico. Como é bom ser “Pé de Chinelo” nem que seja por algumas horas ao dia.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rosanna, minha irmã, faz anos

Hoje minha irmã completa mais um ano de vida. Claro que não cometerei a indelicadeza de divulgar a idade de uma dama, ainda mais se tratando de minha irmã mais velha com poderes sobre mim. Mas contarei um pouco de nossa historia.



Minha mãe, a Dona Pina, casou-se na Itália. Sua primeira filha nasceu lá, depois vieram mais quatro gestações infelizmente frustradas, a vida e os acontecimentos foram passando muita coisa aconteceu neste lapso de tempo e por fim a família transferiu-se para no Brasil. Numa ultima tentativa de ter mais um filho nasceu esta jóia rara que ora escreve este texto.


Como diz minha mãe, ela tem filhos de duas bandeiras, uma nascida na Itália e outro nascido no Brasil. Porém, vejam como são as circunstancias, minha irmã nascida no paraíso de Capri adotou cidadania brasileira e eu rebento gerado e parido nos trópicos tenho cidadania italiana, fato que não é lá grande privilégio dada à facilidade de entrar e sair do país da bota.


Minha irmã candidata a miss, modelo publicitário, advogada, jornalista, representou na sua época tudo o que as mulheres buscavam em termos de conquista de seus espaços, deixou meus pais plenos de orgulho. Tornou-se mãe e agora avó, três filhos e três netos. Hoje nos recebe para um almoço comemorativo a maneira que mais se sente bem, tratando a todos como uma verdadeira anfitriã mediterrânea. Nestas horas tenho saudades de meu estomago GG.

Por mais que uma geração nos separe em termos de idade, não sei o que seria de minha vida sem uma irmã. Foi ela que me acolheu quando Dona Pina descobriu que o adolescente Renato roubava o carro para ir as boatinhas do Juventus (Meninos não façam isto), é claro que não cometeria a sandice de voltar para casa pelo menos por uns dias enquanto a fera do mediterrâneo não se acalmasse. Foi ela quem deu apoio e tentou consertar a ca... que fiz. Coisas que só irmão pode fazer pode você. 


Um beijo no seu coração, minha irmã. Parabéns!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Arlequim

Bom dia! Semana começa encharcada, né?
Alias um dos melhores dias para ir a uma sessão de cinema é dia chuvoso desde que não chova dentro do cinema. Concluindo nosso giro pelas salas de cinema do centro da cidade vamos apresentar hoje o Cine Arlequim.


Pouca gente deve lembrar-se desta sala, ela não teve muito glamour a não ser por ter exibições com preços populares. Se é que podemos denominá-la desta forma, ela era a sala “underground” dos cinemas localizados no centro da cidade.


O Cine Arlequim ficava na Candido Lopes, logo no início, perto da biblioteca aonde hoje tem uma Loja Americana. Tinha lá suas particularidades além do publico que a freqüentava. Lembro que o interior da sala era em desnível, formado por um tablado em madeira, então a gurizada fazia o seguinte:
Sentávamos nas ultimas fileiras, quando apagam as luzes tirávamos dos bolsos um arsenal de bolinhas de gude, fazendo com que as bolinhas rolassem pelo piso elas terminavam por bater no anteparo da tela que também era de madeira fazendo um curioso ruído, parecia-se com um trem. Muito divertido o que inevitavelmente se transformava num griteiro danado da distinta platéia. Outra pratica interessante era o campeonato de arrotos. Valia tudo, até tomar uma Gasosa Cini sozinho antes de começar o filme. Mal criadas, mas agradáveis lembranças.
Não me perguntem dos filmes que "não" assisti lá.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Lido

Chegamos ao Cine Lido. Esta sala tinha uma característica interessante, eram seus balcões, além da platéia você podia assistir ao filme do primeiro, segundo ou terceiro balcão, era uma sala verticalizada se é que podemos defini-la assim.



Em frente ao Lido havia uma pastelaria cujo dono ou filho dele, não me lembro muito bem, era campeão de caratê, e povoavam mil lendas a respeito da sinistra lanchonete. Porem, o que mais marcou o Cine Lido em minha vida foi um filme em especial que assisti lá. O filme foi Ghost (Do outro lado da vida). Lembram-se?


Vou contar a situação em que assisti a este filme. De muito jovem tinha um amigo que por circunstancias da vida veio a tornar-se meu compadre, tornamo-nos parentes por escolha, era um grande amigo então. Idos de oitenta e nove e pelas mesmas circunstancias da vida ele veio a falecer, vitima de um acidente de carro, deixando uma viúva, por conseqüência minha comadre. Sua passagem havia ocorrido não fazia dois meses, a dor da perda era imensa, estávamos muito próximos de sua esposa então. Foi quando apareceu o tal filme e ela pediu que fossemos assisti-lo juntos. Quem viu Ghost pode imaginar o impacto que tivemos diante da estória na situação em que estávamos vivenciando. Eu, especificamente, coração de manteiga que sou, derreti-me. Durante a sessão minha preocupação era com a viúva. Curiosamente ela saiu melhor do que eu da sala, por pouco não teve que me consolar.


Após este período nos afastamos e ela reconstruiu sua vida briosamente, tornou-se mãe realizando um sonho que seria impossível com meu amigo. Assim é a vida, às vezes é preciso uma grande perda para obter uma grande conquista. Ela segue feliz.


O cine Lido que também teve sua fase bingo esta fechado, porém não perdeu a vocação, no canto dos tapumes existe uma porta aberta com um aviso onde esta escrito: “Cine Prive”. Movido pela curiosidade tive a pachorra de ver o que faziam no tal Cine Prive, são mini salas individuais em que o “espectador” paga para assistir um filme pornográfico por determinado tempo. Deplorável fim do Cine Lido.


Dedico esta coluna à memória de meu grande amigo Polaco, um dos irmãos por escolha que a vida me deu.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Condor


Chegamos ao Cine Condor. Construído no final da década de setenta era uma luxuosa sala. O proprietário do imóvel fez na entrada do prédio uma galeria, então para entrar no cinema você passava por lojas de discos e outras coisas.


Assisti alguns filmes interessantes no Cine Condor. Vamos lembrar de três. “The Great Gatsby” com Robert Redford, “Como era gostoso meu francês”, filme nacional que narrava uma passagem de nossa história que no final os índios comeram (se alimentaram) o mocinho, e “A Lagoa Azul” que curiosamente será exibida no canal pago Animal Planet no próximo sábado.


Ao lado do Condor funciona até hoje a Savarin Discos, era um programa e tanto, ir ao cinema e depois dar uma bisbilhotada nos “LPs” das bandas favoritas, lá havia um vendedor, hoje aposentado, que conhecia tudo de rock, apesar do preço da loja ser mais caro você sempre acabava encontrando algo interessante lá.


O Cine Condor hoje é um estacionamento, já foi bingo. Uma pena.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cinemas de Curitiba - Cine Astor

Uma das ultimas salas de cinema a aparecer em Curitiba foi o Cine Astor. Ficava ali na rua Voluntários da Pátria entre o Instituto de Educação e a Praça Osório. Fazia o gênero “cult”, não que exibisse filmes alternativos, mas era uma sala pequena, bem decorada, muito gostosa por sinal.


Não tenho lembrança de algum filme importante que assisti ali. Cine Astor tinha sessões alternadas com outros cinemas da região central, às vezes exibindo o mesmo filme você poderia chegar até ele caso sua agenda não permitisse assistir seu filme nos horários tradicionais já que a sessões ocorriam com horário padronizado em todos os cinemas da cidade, tínhamos sessões começando as duas, quatro, às vezes seis, oito e dez horas.


No cine Astor os horários eram meio intercalados o que facilitava caso você perdesse o “busão” para chegar a tempo no centro da cidade.
Hoje o local do cine Astor passou a ser utilizado por várias lojas de roupas e acessórios.