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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ainda não somos pássaros

Você que viaja de avião já prestou atenção no silêncio sepulcral que habita o interior do avião quando este se encontra subindo ou descendo?

Preste atenção. É um silêncio apreensivo; algo a dizer: “Aí que medo”. Ou ainda como uma corrente a pensar positivamente torcendo para que tudo dê certo, que nenhum dos milhares de componentes do avião falhe, que o piloto esteja sóbrio, abençoado e capaz. Na decolagem não se observa tanto pois a plena potência dos motores que impulsionam o bólido flutuante esconde o vazio.
Já no pouso, quando os motores cedem potência para facilitar a descida é bem evidente. Ouvem-se apenas o ruído dos flaps que abrem aumentando a área das asas fazendo com que o gigante do ar mantenha-se sustentado no nada, é neste momento que tudo silencia a bordo. O coeficiente de medo é tanto que nem bem o pássaro de aço corre pela pista ouve-se os estalar dos cintos que desabotoam-se como que a dizer: “Ufa! Desta vez me salvei”.
Depois deste ato tudo é paranóia. Uma sensação enorme de abandonar a aeronave, correr ao encontro de quem se espera ou simplesmente aliviar-se no primeiro banheiro que aparecer, afinal de contas se fosse para voar nasceríamos com asas.

Frases e pensamentos

"Eu me perco, mas eu me acho".

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Giba +/- Carol = Vida

Giba foi embora do país fazer a America. Levou consigo Carol, sua linda noiva. Ela cuidou de criança, ele construiu lareira, fizeram de tudo para se manter na terra do tio Sam. Carol impressionava por sua morena beleza e simpatia, foi trabalhar na sede de um banco em Nova York, daí para a conquista da cidadania foi um passo curto.

Casaram-se e assim Giba também recebeu sua carta de alforria nacional, haviam conquistado uma placa de taxi para trabalhar na cidade, depois outra e mais uma. Pagaram o preço e estavam colhendo sua safra. Carol, certo dia em seu trabalho conheceu uma artista de renome internacional, esta, como qualquer outro mortal, ficou impressionada com a simpatia e coma beleza da morena tropical.
Da relação cliente funcionária veio um convite para integrar o staff da artista, com sua secretária direta. Ela aceitou e caiu no mundo seguindo o show bussines. A relação de Giba e Carol deteriorou-se, veio à separação. Carla segue seu destino e Giba o seu. Casa-se de novo, próspero comerciante neo americano, amplia seus negócios e volta ao ramo de reformas e construções. Casa-se novamente e aprofunda sua vida na religião. Hoje pastor, conduz seu rebanho.
Conheci Giba e Carol. Hoje conto sua história em flashes longos da memória, à medida que tenho notícias de cada um deles. Uma linda história emoldurada como uma aventura cinematográfica que poderia ter o título simples e profundo de: Vida.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Porto Alegre vista por mim

Postando hoje duas imagens feitas aqui em Porto Alegre com minha câmera amadora. Uma delas mostra a portentosa construção do que já foi uma confeitaria no centro da cidade e que hoje encontra-se fechada. Posso ver as criancinhas descendo dos carrões e subindo as escadas ansiosas pela chegada de um doce, gentil afago que tinha data para acontecer. Sábados e domingos


A segunda imagem tem um tom meio dramático, surrealista. Ao fundo a cidade nova ergue-se na fenda de dois paredões da Porto Alegre antiga como se fosse um sinal da cidade que se renova a todo instante.

Frases e pensamentos

"Quer conhecer a essência de um povo?
 Ande de ônibus."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Diretran vai acabar

Queria mostrar uma nova canção:

 
“Ah, o diretran vai acabar...
 O diretran vai acabar...
 O diretran vai acabar, ah.”


Poesia simplória em ode a todos os agentes da instituição que me multaram injustamente, com verso especial dedicado aquela senhora a qual a mãe eu reverencio até hoje e que encontrou meu carro estacionado perto da Baggio num domingo às nove horas da noite parado próximo da esquina.


“Ah, teu salário vai acabar...
 Essa teta vai secar...
 Você vai ter que trabalhar, ah”

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Meu Habitat - Casa dos Mansur


Perto de casa morava o Toni e o Carlos Mansur. Seu pai, também falecido precocemente, era um conceituado médico. Era normal a gurizada da redondeza ir até a casa deles. A residência parecida com um castelinho tinha atrás uma espaçosa área que facilitava as brincadeiras.
Passaram-se os anos, tanto Toni como Carlos formarem-se médicos, sua mãe não tendo mais porque morar no palacete mudou-se para um apartamento. Desde então as casa dos Mansur passou a ser alugada. Ela já foi sede de várias empresas, todas usando do imóvel como sede de suas administrações.

Passou um bom tempo o casarão estava fechado, não conseguiram mais um inquilino que desejasse ocupá-lo. Sei lá qual a razão, creio que a localização e o preço pedido tornaram-se empecilhos aos pretendentes. O casario agora reabre como uma “Panquecaria”, todo reformado, pelo que vi o investimento foi grande, no jardim que se debruça sobre a avenida foi construído um bonito deck de madeira para funcionar como salão externo. Agora temos um lugar para comer panquecas logo ali. Ali aonde moravam os Mansur.


Serviço: Panquecaria Du Napoleão, na Vicente pertinho de casa, quanto a qualidade ainda não posso dizer nada, nem me convidaram para inauguração.