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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lembranças sensoriais

Quando eu lembro da minha casa da praia, eu faço baseado em sensações. Do cheiro que toda casa de praia tem. Do meu saudoso Mané caseiro debruçado na janela tomando um café e conversando. Dos gritos dos filhos brincando com os amigos na calçada, do barulho do motor da scooter passando em frente à rua.
Eu lembro, dos finais de tarde de verão em que colocava minha cadeira na calçada e ficava contemplando o anoitecer enquanto algum visinho vinha conversar até que o cheiro do jantar da Nona exacerbasse a casa e realizava o agradável convite. Eu lembro da areia fria na sola do pé quando saía para caminhar, do cheiro do pão fresco que acompanhava o café.
Lembro também do cheiro da carne que assava na churrasqueira enquanto os amigos sentavam para conversar. A cerveja com limão e sal, inesquecível. Eu lembro da folhinha atrás da porta da cozinha aonde marcava cada final de semana que passava lá, e teve um ano que das cincoenta e duas semanas cincoenta delas passei na minha de praia. Das tardes de inverno dormindo na rede enrolado em cobertor.
Lembro da estranha sensação de subir a serra pouco depois da meia noite para acompanhar o enterro de meu cunhado, curiosamente aquela noite estava tão linda, estrelada. Recordo dos lanches da Nona no longo trajeto Curitiba – litoral. Água, biscoito, queijinho e chocolate, como se fossemos atravessar o atlântico de primeira classe o lanche só era servido quando passávamos em frente à fábrica da Coca-Cola na ida e na volta depois do posto de polícia rodoviária.
O som do meu receptor de rádio amador, ouvindo Dudu, o solitário radioamador que morava no meio do nada e me acompanhava no trajeto com sua voz “toni troante”, voz de trovão. Lembro da ansiedade minha e das crianças em levar algum novo brinquedo para usar na praia. Setra, pipa, bola, bicicleta, moto e tantas outras traquitanas. Quando lembro de minha casa de praia, lembro de mim, de um tempo que não volta mais.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As pedras da minha rua

Chego em casa e tomo um susto. A Vicente Machado esta toda sem asfalto. Tiraram o revestimento para troca, a obra iniciou esta semana segundo relato detalhado da Nona.
Pra ser franco nem precisava, existem ruas mais carentes de asfalto do que a minha, porém como a obra é meu benefício calarei sobre o assunto. É gente cada político tem o povo que merece.
A observar tamanho progresso notei que eles retirando o asfalto deixaram a mostra os paralelepípedos, antigo revestimento da avenida que pavimentava a via quando me mudei para cá. Devo confessar que foi nostálgico revê-los, principalmente porque minha mente filosófica fez uma analogia, logo eu que estou tão nostálgico esta semana.
Comparei o fato às lembranças de nosso passado. Veja, nosso passado é como as pedras que foram cobertas pelo asfalto. Estão lá para dar sustentação ao novo piso. E assim como nosso passado às vezes as pedras vem à tona, ficam expostas novamente. E como breves recordações recobrimos o caminho com novos pavimentos e seguimos adiante.
Sabe. É assim que deve nosso caminhar, nosso viver. Enterre os momentos ruins do seu passado, mesmo que por vezes eles possam voltar à lembrança. siga o curso normal da vida e seja feliz em caminho firme e seguro.

Sobre aeroportos

Sobre aeroportos. Entendi porque existem tantas lojas fechadas aqui no aeroporto de Porto Alegre. Uma explicação: O alto custo do aluguel cobrado pela Infraero.
Talvez por isto tenha pagado por uma mísera latinha de Coca-Cola a exorbitante quantia de R$ 4,10 sendo o que quilo do Buffet esta custando R$ 44,00. Quando pago meu almoço aqui me sinto pagando um rodízio de carne comendo apenas trezentos gramas.
Enquanto almoça estava observando a conduta aeroviária. Um Boeing de alguns milhões de dólares e cento e vinte passageiros aguardando para decolar na pista enquanto descia um aviãozinho de aeroclube, daqueles feitos de lona e verniz. A conduta dos comandantes deve-se ao fato que para chegar a pilotar uma grande aeronave com certeza um dia seu comandante teve que voar num teco-teco. Porque será que isto não funciona no trânsito de automóveis também?
Pela lei deveria ser, pois ela reza que a responsabilidade é sempre do maior sobre o menor, ou seja, sempre o pedestre terá a preferência assim como os maiores veículos serão responsáveis pela segurança de todos os demais.
Fim de semana alone. Tá todo mundo na praia, até Tyson. Como fazer ma parede falar?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lembranças de Caxias

Hoje passei o dia em Caxias do Sul. Conhecem?
Caxias do Sul é a próspera cidade da serra gaúcha. Está cada vez mais linda. Hoje estava muito quente; lembrei de uma viagem que fiz com meus filhos num inverno para lá. Era comum nas férias escolares levar os dois a passeio enquanto trabalhava. Fazia muito frio, na beira da estrada uma cachoeira estava congelada dando um ar glacial à paisagem. Bons tempos em que as crianças eram pequenas.
Depois, em Porto Alegre ocorreu um fato inusitado. Na saída do hotel os dois já estavam acomodados no carro prontos para iniciarmos o retorno, enquanto pagava a conta apareceu na portaria o João Gordo, artista da banda Ratos de Porão e que hoje em dia também não é ex-gordo. Pensei que os dois adorariam encontrar um famoso tão próximo. Não tive dúvidas, saí correndo peguei os dois e apressado apresentei-os ao João Gordo dizendo; “João Gordo estes dois são seus fãs”. Ante a reação dos dois que não se entusiasmaram com o encontro e ficaram com cara de paisagem, João irreverente soltou um: “Pô meu que mico!”
E os dois não me perdoam até hoje pela roubada. Acho que quem estava entusiasmado com o João Gordo era eu. Lembranças agradáveis de um tempo que não volta mais. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cirurgias estéticas. Para quê?

E você que colocou sua prótese de silicone e realizou tão almejado sonho. Esta preocupada?
Pois é são os riscos de cirurgias estéticas é a confiança que temos que ter em fornecedores e prestadores de serviços. Eu pessoalmente acho tão triste quando temos uma perda ou um acidente por conta de uma cirurgia estética.
Quantas mulheres, e elas são as principais vítimas, já se foram por conta de varizes, narizes, barrigas e outras vaidades. São riscos desnecessários que nos submetemos por conta da vaidade. Minha sobrinha tinha uma amiga, menina alegre que resolveu fazer uma plástica para endireitar seu nariz aquilino. Teve um choque de anestesia e perece até hoje numa cadeira de rodas com as seqüelas mentais que transformaram sua vida. E ela só tinha quinze anos de idade. Que perda. Sinto muita tristeza quando a vejo sendo levada para tomar sol pelas ruas do Batel. Uma vida perdida.
Mulheres de nossas vidas, cuidado. Não troquem suas vidas pela vaidade exacerbada ou pela recuperação da auto-estima feita pelo bisturi. Conselho meu: Perguntem aos seus parceiros se eles realmente se incomodam com os detalhes de seu corpo. Terão uma surpresa eu garanto. Nós homens não somos tão exigentes como vocês imaginam que somos.
“Amo uma mulher, portanto ela é a mais bonita do mundo. Eu não amo a mulher porque ela é a mais bonita do mundo”. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dia de Fúria (Recado aos fraudadores dos postos de gasolina)

Como você se sente sabendo que em quarenta postos de gasolina de Curitiba havia o chip chupa cabras que roubava até vinte por cento da gasolina que colocava no seu carro?
Dá vontade de pegar esta quadrilha, o dono do esquema e mais donos de postos de combustível e fatiar numa máquina de frios, igual às de padaria, começando pela sola do pé terminando no cabelo como se fossem finas fatias de mortadela (sem a pretensão de comparar o saboroso embutido com o podre destes canalhas). Claro que tudo isto sem anestesia.
E você acorda cedo e faz tudo dentro da lei, tem despesas homéricas por ser honesto, ético e um bando de calhordas ganhando rios, eu disse “rios”, de dinheiro te lesando na bomba de abastecimento. É inegável que este país não precisa de leis mais severas, precisa sim de punições mais severas e aplicadas sem reservas e nem dó. Direitos humanos só servem para babacas aparecerem bonitos na televisão. Eles que se preocupem com a reprodução em cativeiro doa ararinha azul porque dos delinqüentes humanos cuidaremos nós. Pena de morte já! Vamos limpar nosso país.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cachorro quente... saudades dos Josias


Falando em comida...
Fui pesquisar a história do cachorro quente. Vejam que interessante: Na metade do século dezenove na Alemanha um açougueiro de nome desconhecido inventou a salsicha, em seguida um outro alemão levou esta salsicha para ser comercializada quente para os Estados Unidos, note que nos primórdios vendia-se só a salsicha quente aos clientes, sem nada de acompanhamento. Já nos meados do século vinte um vendedor de salsichas na cidade de Saint Louis, devido às dificuldades que seus clientes tinham em comer as salsichas quentes com as mãos, começou a vendê-las acompanhadas de luvas brancas de algodão. Contudo continuava a ter problemas, pois as luvas não retornavam causando-lhe prejuízos. Seu cunhado padeiro sugeriu então que ele substituísse as luvas por pães. Pronto estava criado o nosso popular e amado cachorro quente. As variações bizarras vieram depois.
Falando em cachorro quente, deu uma vontade. Acho que sábado vou jantar o meu lá no Josias Hot Dog, o melhor cachorro quente de Curitiba, fica ali na Julia Wanderley 350.