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quinta-feira, 31 de março de 2011

A casa caiu

Certa vez li uma definição que louco é aquele que perde a relação entre causa e efeito. Explicando: Todos sabem que se sair correndo e bater com a cabeça na parede poderá causar sérios danos. Pois bem, o louco vai e bate porque desconhece a conseqüência de seus atos.


Lendo os noticiários policiais a respeito de alguns crimes chego à conclusão que alguns homicidas pensam como loucos. Senão vejam o caso do assassinato da moça lá de Guaratuba e desaparecimento de seu neném. Uma vizinha atrai a moça, mata e apodera-se da criança para algum fim que não vem ao caso. O que espanta é a singularidade do raciocínio da assassina, ela concluiu em sua mente que poderia matar uma pessoa, assumir seu filho sem que ninguém, absolutamente ninguém, fosse reclamar a existências de ambos.


Menos mal que os julgadores não pensam como eu, senão os hospícios estariam muito mais lotados do que os presídios. O mais ardiloso homicida não sabe que por mais planejado que tenha sido o crime, após executado o controle não esta mais em suas mãos, é aí que a polícia chega e diz o clássico: “A casa caiu”. Não há crime perfeito, uma verdade absoluta, pena que alguns ousem duvidar disto.

terça-feira, 29 de março de 2011

O homem que enganou a morte

Morreu José Alencar. Soa-me estranha a notícia, logo tratando de um personagem que tanto lutou pela própria vida. Alencar não morreu, deu um cansaço na morte, zombou dela, e quando ela menos esperava partiu.



Admiro pessoas que como ele lutam de cabeça erguida e com serenidade contra os males mais terríveis, inclusive aqueles que ceifam a própria vida, tem algo com minha maneira otimista de ver a vida. Entendam a cabeça deste homem, transcrevo uma frase sua dita recentemente numa de suas idas e vindas do hospital:
“Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve”.


Alencar, descansa que o sossego é merecido. Você venceu.

Tocando em Frente (Paula Fernandes ou Roberta Miranda?)

Estive escutando as músicas da cantora Paula Fernandes em especial a da novela das seis, Tocando em Frente, clássico de Almir Sater, cuja letra coloco abaixo. Incrível como a voz e o estilo de cantar da Paula lembra a veterana Roberta Miranda. Ouçam e tirem suas conclusões:

Tocando em Frente (Almir Sater e Renato Teixeira)

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Sinto que seguir a vida
Seja simplesmente
Conhecer a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou


Bom dia amigo leitor!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Frases e Pensamentos

"Na escuridão foram os dias que passei sem ti. Exatos dezessete mil quinhentos e vinte dias."

Autor: eu mesmo

domingo, 27 de março de 2011

Fomos pro Kanavial com "K" mesmo

Sexta à noite, como costumeiramente fazemos, fomos fazer um “frugal” aperitivo pelos bares da cidade, (Putz! Frugal tirei não sei de onde). Encaminhávamos, eu e Kátia, para o boteco tradicional, aquele que quando entramos o garçom corre pra cozinha, faz o pedido e nos dá boa noite com a cerveja na mão. No meio do caminho um estalo, resolvemos trair nosso boteco. Paramos no Kanavial. O lugar esta mais para lanchonete de bairro do que boteco. Cheio de gente.



Enquanto aguardávamos mesa olhei nas mesas ao redor o que as pessoas comiam. Todo mundo comendo sanduíche (iche). Pois bem, estávamos lá e por lá ficamos mesmo sem ter os aperitivos que esperávamos encontrar. Seguindo a tendência e a orientação do atendente pedimos uma baguete. Os nomes são estranhos a que veio à mesa era intitulado Caminhoneiro, tem Caipira, Sertanejo e outros interessantes. Um espetáculo! Valeu a curiosidade. Recheado com mignon, queijo tomate seco e outras coisas, o sanduba tinha pouco mais de vinte centímetros e estava muito bom. Com duas cervejas gastamos vinte reais. O lugar é digno de ser conhecido, fica na esquina da Don Pedro I com a Rua Castro. Este leva lugar o selo "3 erres" pela qualidade e relação custo benefício.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Dona Lurdes e o pote de...

Passei em frente ao laboratório Frischmann Aisengart agora à tarde e lembrei-me de uma estória bem interessante. Noves fora que minha mãe adora ir lá por conta dos “biscoitinos” que ela leva na bolsa para casa depois de cada exame, coisas da nona Pina.

Quando nasci meus pais trabalhavam duro no restaurante da família. O velho na cozinha e minha mãe auxiliando tanto no atendimento do balcão como cozinhando. Por conta desta situação não podiam deixar este rebento desmamado. Contrataram uma babá para cuidar de mim. Dona Lurdes, na época uma solteirona que passava suas horas a zelar pelo meu bem estar enquanto meus pais davam duro danado.


O tempo foi passando e dona Lurdes ficando conosco não tinha parentes próximos por aqui, e assim sendo dávamos uma assistência a ela. Idosa, certa vez precisou fazer exames. Pela manhã cedo colheu material (xixi, coco) e fomos ao laboratório entregá-los assim como fazer a coleta de sangue.


Nos potes para coleta existe um espaço para identificação. O que ela não preencheu. No que chegamos à recepção do Frischmann Aisengart, feitas as solicitações, a atendente pediu a dona Lurdes para colocar o nome nos potes. Foi o que fez entregando os potes para a recepcionista em seguida. No que recebeu os potes a moça desandou a rir.
Preocupados com o que acontecia fomos ver o assunto. Às gargalhadas ela nos mostrou um dos potes. Estava escrito assim: “Bosta”.


Dona Lurdes que na sua singularidade ou pela idade avançada entendeu que era para escrever o que continha cada pote quando precisava escrever apenas o seu nome. Deu nisto. Estória gostosa de relembrar, além desta passagem guardo muito do carinho com que minha mãe preta cuidou de mim. Que Deus a tenha em bom lugar.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nunca fale mal de seu cavalo (Fábula caipira)

Achei ótima e vou colocá-la em meus treinamentos de vendas:

'Mineirinho cansado de seu cavalo vivia reclamando pra esposa dele;

- 'Muié' essa praga de cavalo estragou nossa plantação de milho, pisou na nossa horta , deu um coice na nossa vaquinha leitera e , ainda 'purcima' cagou na porta de casa. Só dá 'prejú muié'. Esse cavalo não atende as nossas necessidades.'Quié' que faço com ele? Paguei um dinheirão.

- Se acalma, homem, que o cumpadre tá chegando, respondeu a mulher.
Depois daquela tradicional conversa sem assunto o compadre diz:
- Bonita casa, mas o que eu mais gostei foi do seu cavalo, que belezura.
Depois de um pulo na cadeira, o mineirinho diz: "O que cumpadre? Ocê gostou do Faz Tudo? Tá pondo olho-gordo no pobrezinho? Ói que eu me ofendo, hein!!!"
- Não cumpadre. Com todo respeito, só achei o bicho aprumado.
-'Ah bão', disse o mineiro.Pois saiba o senhor que esse cavalo é como um filho pra mim, nunca deu trabalho, num imagina do que ele é capaz. Veja só: de manhã , antes de nos acorda, o bichinho já traz um balde d'água bem na porta de casa, eu assobio e ele já se prepara pra ''trabaia'' na roça, puxa o arado que é uma beleza, 'num precisa nem de guiá', vai sozinho até a cachoeira e 'vorta' limpinho. Eh belezura de animal, cumpadre.
A visita já com os olhos arregalados pergunta:
- Quanto? Isso mesmo que o cumpadre tá pensando. Pode ''punha preço'' que eu pago.
- Nem pensar. É meu, e eu não vendo.
- O cumpadre tá fazendo pouco caso da minha pessoa. Pois dou dez mil.

- Não, nem pensar!Ta de ofensa...
-Quinze... vinte... vinte cinco e mais dois bezerrinhos e uma malhada.
- Tá bem cumpadre, mas só vou fechar o negócio em nome da nossa amizade, afinal ela tem que valer mais que um cavalo, né? Paga em dinheiro e manda entregar o resto da oferta aqui, enquanto eu mando o cavalinho lá pra tua roça, tá? Muíé traz café que o cumpadre merece.

Duas semanas depois o cumpradre do mineirinho volta pra ter uma prosa com ele, fulo da vida ele descarrega;
- Esse cavalo é uma b*****, só dá preju, já perdi minha safrinha e...
- O cumpadre, diz o mineiro. Se você fica falando mal do teu cavalinho, você num arruma um trouxa pra passar ele pra frente.
Moral da história:
'Nunca fale mal dos seu cavalo, se não você não se livra dele'.