Páginas

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha


E como diria Odorico Paraguaçu: “Resolvido meus problemas sofáticeos”, no sábado fui assistir o filme que conta a estória da Bruna Surfistinha.

Para definir o que senti, diria que é um daqueles filmes que ao terminar você sai do cinema sem querer olhar para as outras pessoas. Chocante. Fiquei impressionado com a veracidade que o filme passa.


Às vezes triste, às vezes repugnante e pretenso em humor a película te leva a uma reflexão sobre a condição da mulher que entra neste tipo de vida, e porque não pensar também sobre os homens que procuram este tipo de mulher. Confesso, eu que nunca me vali deste tipo de serviço, fiquei com vergonha. Vale à pena assistir, é pesado mas veja sob a ótica de um sociólogo que você consegue.


Sábado pensei ter visto fantasmas rondando minha casa. Estranha sensação. Que besteira, fantasmas não existem e ainda mais logo ao meio dia. Xô!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Definição de Multimídia

"Uma pessoa multimídia é aquela capaz de postar no twitter e ao mesmo tempo fazer palavras cruzadas".

Casual Day


Acordo cedo, sexta-feira é "casual day", termo usado na Kodak para liberar os funcionários do traje social. Lembro sempre deste detalhe pois toda sexta-feira os engravatados sentiam-se mais à vontade ao trabalhar de jeans e camisa polo. Dava um clima mais leve à companhia.
Eu é que sou feliz, sou casual every day, com este pensamento vou ao armário e escolho a vestimenta. Calça Lee, camisa esporte e calço meu All Star. Sinto-me na década de oitenta. Visto a roupa símbolo da minha geração que por sinal nunca sai de moda.
Seja casual, seja mais leve.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Napoli é


Já tive oportunidade de escrever sobre o dialeto napolitano. Napolitano que passa ao seu linguajar um pouco do seu espírito de malandro, gaiato. Se não sabem o povo napolitano faz um carioca sentir-se ingênuo.



Lembram, em italiano a palavra “trabalho” escreve-se “lavoro”, porém em napolitano é “fadiga” que tem o mesmo significado de cansaço. O mesmo ocorre com a palavra “torcida” traduz-se como “tifo” de febre tifóide, doença.


Pois bem, ontem caiu no meu pendrive uma canção napolitana chamada “Napoli é”, entre seus versos chorosos chamou a minha atenção a maneira como os napolitanos falam a palavra “criança” que em bom italiano é “bambino”, porém o napolitano expressa como “creature”. “Creature” que vem de criatura ou criação, termo que alias usamos quando nos referimos a animais de criação, digo porco, galinha, vaca e outros. O que faz concluir que os napolitanos não estão errados ao buscar esta definição para crianças já que elas tem que ser criadas mesmo, algumas menos e outras bem mais.


Fica o registro de Napoli, cidade tão particular que nem parece que se esta na Europa. É o caos. O sul da Itália foi dominado por quatrocentos anos pelos mouros, árabes, que deram aos napolitanos estas características todas especiais seja no dialeto, nos costumes e nos traços de seu povo. De quem vocês acham que herdei este narizinho arrebitado?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O "Fucón" da Nona

Passa logo cedo na TV uma matéria sobre pessoas idosas que dirigem. Eu me lembrei da estória da minha mãe. Se bem recordo ela tirou a carteira de habilitação quando tinha perto de cincoenta e quatro anos. Foi um feito.
Depois de alguns exames no DETRAN foi até a extinta Voupar comprar seu carro, saiu de lá com um fusca 1500 o que mais tarde e segundo ela passou a chamar-se “Fucón”, assim mesmo com sotaque italiano.


Foi este mesmo o meu primeiro carro, ou seja, aquele que “emprestava” sem ela saber nas escapadas de sábado à noite, (emprestava é um recurso redacional para não dizer que eu furtava o carro de minha mãe), coisas de adolescente.
Minha mãe tinha por alguma razão um problema crônico com as dimensões do Fucón, logo e segundo me lembre, quase que semanalmente havia um para lama amassado. Foram tantos que na revenda dona Pina passou a ser reconhecida como a mulher dos para lamas.


Como todo carro este teve muita estória, seja para ela como para mim. Ele carregou muita batata para o restaurante que tínhamos, quase foi roubado em frente à Santa Casa não fosse a intervenção agressiva da dona Pina e tantas outras situações. Mais tarde quando tirei carteira passei a usá-lo legalmente, foi o carro que mais ensebei na vida e, contudo nunca deixei de andar num fusca.
Saudades do Fucón, do tempo que o ESTAR era um disco de cartão que ajustávamos e colocávamos no painel. Faz muito tempo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Verdade Histórica


Extraí o texto de um livro de história do Brasil que estou lendo. Trata da definição de uma cidade do Brasil Colônia, diz assim:


“povoado no qual a boa fortuna é mãe da inveja e a má fortuna, do desprezo. Lugar em que para ser grande é preciso tiranizar os pequenos, e para ter com que passar é necessário andar, buscar, correr e lidar”.


Pergunto: Você acha que do século XVIII até hoje mudou alguma coisa?

Corporativismo

Com toda certeza se a sede da CBF fosse em Brasília como ocorre com outras sedes do poder o Brasiliense seria penta campeão brasileiro. É incrível a politicagem que fazem com os times do Rio de Janeiro.


É obvio que isto ocorre afinal os dirigentes da entidade que em sua maioria são cariocas torcem por times da cidade maravilhosa. Hoje deram um título a mais para o Flamengo, no passado criaram uma fórmula mandraque para tirar o Fluminense da terceirona, decisão inédita em que o campeão da terceira divisão subiu para a primeira. Virada de mesa.


Esta é uma das razões porque tenho uma certa aversão às coisas de certos centros. Não que eu seja necessariamente um regionalista a ponto de propor um novo país, mas é por um critério muito simples: Justiça. Apenas isto.


É que nosso estado, o Paraná, em termos de defesa de seus direitos, é um estado “bundão”. Pisa nos pés dos gaúchos pra ver o que acontece, ou dos mineiros e olha até mesmo os baianos tem mais amor próprio do que nós.


Nas mãos dos cariocas da CBF até os paulistas dançam miúdo. Prova esta na briga entre São Paulo e Flamengo pelo título em questão, e olha que os paulistas são corporativistas a ponto de defender seus interesses declaradamente, atitude que também não ocorre por estas bandas, aqui é cada um por si mesmo, pode crer.


Hoje vai ter festa no Rio, irão comemorar um título conquistado no tapetão, coisa mais sem graça. Provavelmente por lá será feriado.