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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

De Pernas Pro Ar


À noite fui assistir o filme “De Pernas Pro Ar” com a Ingrid Guimarães. Comédia bem feita valeram os sete reais e cincoenta da meia entrada mais os cinco reais do sanduba promocional no MacDonald´s.



Vamos ao filme, sendo bem objetivo. Se você, leitora, é destas que recebe e envia dezenas de e-mails diariamente à suas amigas falando sobre a supremacia feminina você irá adorar o filme, justamente porque ele fala sobre a liberação sexual de uma mulher moderna, ativa e poderosa. Se não for o seu caso o filme servirá para dar boas risadas já que a dupla Maria Paula – Ingrid Guimarães esta perfeita baseada numa estória leve e bem produzida.


Uma executiva com problemas de relacionamento conhece uma proprietária de sex shop, imagina o que pode acontecer deste encontro?


Falando em sex shop. Você já visitou um?
Eu não, mas minha mãe hoje com seus quase noventa anos já. História hilária fica para um outro texto. Bom dia!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Se preciso for

Incrível como a mídia explora e vive de desgraças. Não bastassem os canais sensacionalistas até mesmos os meios tidos como mais sérios exploram à exaustão a miséria e a desgraça.



Tome como exemplo a tragédia da região serrana do Rio. São horas e horas dedicadas a mostrar repetitivamente o ocorrido. A mulher que foi resgatada, o avô que reencontrou neto e filho, a adolescente que pariu no helicóptero da emissora e por aí vai.
São chamadas apelativas como: “Nosso repórter esta aonde ninguém esteve...”, “Imagens inéditas...” e blablabla, blablabla, blablaba.


O ultimo recurso das emissoras quando o assunto esta esgotado é lançar mão dos vídeos feitos por populares. Lamentavelmente os celulares atuais filmam e qualquer um candidata-se a produtor de vídeo. São aquelas cenas que mal vemos, geralmente em baixíssima resolução, tremidas e tendo como som ao fundo a respiração do dono do celular.


Eu não estou fechando a janela para os que perderam suas casas e entes com esta tragédia. Estou farto é do abuso da exploração da desgraça alheia. Dos Fantásticos, dos programas especiais, dos Datenas e seus helicópteros cheio de câmeras a ladrar mais na minha orelha  do que o cão da vizinha.


Não duvide amigo se preciso for algum repórter dará um empurrãozinho em alguma pedra pendurada no morro para ter do que falar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Diferenças


Uma coisa que aprendi é que existem diferenças. Entre pessoas, entre coisas, entre bichos, entre regiões e entre praias.



Fiquei os últimos quinze dias no litoral catarinense, nas praias de São Chico, lindas indiscutivelmente principalmente se comparadas com nosso arremedo de litoral. Problemas existem lá assim como em nossas praias, não adianta querer tapar o sol com a peneira. A vantagem para quem esta habituado com nosso litoral é que as cidades do litoral catarinense tem vida própria ou quando muito servem de dormitório para cidades vizinhas, só este fator já lhes confere um estado de não abandono fora do verão como o que ocorre aqui no Paraná.


Pois vou lhes contar uma coisa, senti falta da minha Praia de Leste com seus farofeiros ruidosos, povinho feio que vai à praia, macumbeiros de final de ano que ficam cozinhando pelos terrenos vazios e até mesmo da tigrada com seus Chevetes sonorizados. É tão monótono dormir uma noite todinha sem acordar com um griteiro de bêbado. Mas, eu amo minha praia, a de Leste é claro. Lá tenho minha casa, como dizia o saudoso Mané: “A casinha”. Ela é minha e ali meus filhos cresceram, tiveram infância, e bem provável ali receberei meus netos, de sangue e postiços para curtir o barato de ser avô.


São Chico tem uma particularidade populacional, desde Enseada até o Capri o maior índice de proprietários vem de Joinville, povo de descendência alemã, cara fechada, pouco riso e poucas palavras, isto entedia um pouco um falastrão como eu. Já minha praia além dos curitibanos agrega muitos parnanguaras, povo falador e divertido. Senti falta.


Semana que vem estaremos lá, no aconchego do lar, revendo amigos e pintando paredes. Ouvindo os risos da vizinha da frente, as fofocas de todos os lados, me divertindo no que é meu.


Para comemorar o ano novo posto a imagem do coquetel de camarão que Kátia fez para a passagem de ano novo, pena que não desenvolveram imagem com gosto ainda, estava demais.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Em dia.

Passando férias no litoral sul. Coisa boa demais. Fazia muito que o tempo não ficava tão estável como neste verão. Então, Vamos a la praia Oh Oh Oh Oh Oh!



Em São Chico a primeira grande surpresa do verão. Um ambulante que se destaca entre tantos que circulam pela praia que chama atenção pelo ruidoso som de seu apito. A metros de distancia a criançada sabe que vem vindo “o chato” que vende churros. Chato mas esperto, com uma visão tupiniquim primitiva de diferenciação, passei a admirar o cara apesar de sua estridente ferramenta.


Eu e minhas corridas, cansei de correr pelas areias escaldantes de Enseada e adjacências. Estou me impingindo alguns desafios a serem vencidos como ir correndo até o balneário Capri, outro dia saí de casa e pela estrada fui até o forte que dá guarita à baía de São Chico. Uma banana passada foi responsável pela quebra de meu treinos, que estrago, um dia de molho tratado à base de caldinho de arroz, Kátia tem uma receita maravilhosa.


Amigo leitor, estamos de volta, os dedos ainda preguiçosos para digitar os textos irão aos poucos se soltando e espero no decorrer deste ano poder dividir muitas coisas interessantes com vocês. Um grande abraço.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um ótimo 2011

Soubessem vocês do prazer que tenho em escrever quase que diaramente neste espaço. Estes diasestava eu a analisar os dados de visita do blog, vocês dem não creditar mas no ano tive pouco mai de onze mil e trazentas vistas. "ONZE MIL!" Caraca, fiquei espantado e ao mesmo tempo me dei conta da responsabilidade em manter esta página no ar. Nada mais fica do que a obrigação enorme de agradecer por seu prestígio, sua pacência, sua boa vontade. Teremos uma parada para as férias.Estarei na minha casa de praia  talvez não tenha oportunidade de atualizar o blog com a frequência que gosto, mas farei o possível.  Desejo tudo de bom para você, leitor. Voltarei ano que vem. Um beijo em seus corações.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A idade de meu pai

Hoje é uma data muito importante para mim. Não por ser meu aniversário, mas porque completo cincoenta e um anos. Exatamente a idade que meu pai tinha quando morreu.



Por muito tempo temi alcançar este patamar, achando que meu prazo de validade estaria no limite. Besteira, vai que minha genética esta ligada à minha mãe que beira os noventa anos com uma saúde espetacular. Hoje posso dizer que meu pai se foi muito cedo, eu ainda não me situo como um senhor com mais de cincoenta anos, às vezes me pego pensando como um inexperiente em tantas coisas. Será que ele sentia-se assim também? Ele teve lá os seus problemas que não são como os meus que começaram exatamente quando ele desapareceu. O modelo de homem que deveria ter vivido mais com meu pai se foi quando tinha apenas oito anos, o restante que aprendi foi na base do "me contaram", é estranho. Faltou muito exemplo do velho italiano de anel de mafioso em minha vida.
Falar sobre isto agora é estranho porque entramos na seara do "se", e como bem disse em outra oportunidade o "se" não existe. Fato concluido é que sou muito feliz, pois se a vida me impôs perdas e ganhos isto acabou me forjando de maneira a saber conviver como sucesso assim como levantar-me na queda. E assim segue a vida com seus encontros e desencontros, subidas e caídas, risos e lágrimas. Não tenho dúvidas que assim será até o final.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DNA De Luca

Recebo mensalmente um jornal que conta noticias da Família De Luca. Tento em vão encontrar algum parente (preferencialmente que seja milionário) mas não consigo. A impressão quer tenho é que meus pais germinaram em algum lugar da Itália sem ter tido antecedentes. O fato de ter nascido quando eles já tinham idade para ser avôs e também pela distanciamento imposto pela imigração ao Brasil deixaram órfão de família.



Não conheci os pais de meus pais, os pais de meu pai morreram logo depois de seu nascimento, devo isto a Adolf, o Hitler mesmo; coisas que uma guerra proporciona e influencia profundamente a vida das pessoas. Vim a ter vínculo com meus tios e primos por parte de mãe com um pequeno detalhe, minha mãe só é irmã por parte materna uma vez que seu pai morreu e minha avó casou-se novamente tento mais quatro filhos. Uma confusão.


Esta organização da Família De Luca reúne pessoas descendentes de um ramo do norte da Itália, que não tem nada com os De Luca do sul da Itália, lembro ainda que existe um ranço muito grande entre os italianos do norte e os do sul. Soa como uma heresia querer me aproximar desta gente, se a máfia souber serei eliminado.


Por tal razão gosto de observar a família dos outros, acho lindo as que cultivam seus laços familiares gerando tradição aos seus descendentes, ocorre muito isto na família da Kátia. Seus pais tem o maior prazer em reunir seus filhos e netos sistematicamente fortalecendo vinculo entre todos. Tomarei como exemplo suas atitudes e tentarei copiá-la um dia, com meus netos quem sabe.


Enquanto isto vou pesquisando em jornais e sites, tentando encontrar algum parente com vínculo de sangue. Algum De Luca esta lendo esta mensagem?