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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Parques e praças de Curitiba - Parque São Lourenço e Bosque do Papa


















Um dos belos passeios a se fazer aqui em Curitiba, do qual gosto muito é a caminhada que passa entre o bosque João Paulo II seguindo até o Parque São Lourenço.
Você pode deixar o carro estacionado nas imediações do Palácio Iguaçu e pegar a pista de caminhada ou a ciclovia. No que inicia dentro do Bosque do Papa (João Paulo II) acompanhada de um rio que dá um toque natural ao trajeto. Se o riacho tem poluição, pelo menos não tem cheiro o barulho da água corrente é muito agradável. A trilha segue dentro do bairro, passando ao largo da Rua Mateus Leme e terminando dentro do parque São Lourenço.

Eu prefiro passear de bike pelo trajeto. A ciclovia inicia logo após o shopping Muller. Por ali até o São Lourenço dá um percurso próximo de cinco quilômetros e aos domingos pela manhã é muito bem frequentado. Sempre faço o trajeto no domingo cedo, depois concluo o trajeto com um bom pastel de feira. Se for de bike cuide e respeite os pedestres, pois a pista é compartilhada, nada de acelerar. Atenção: Não é permitido entrar montado na bike dentro do bosque João Paulo II, apenas na ciclovia.  Se optar por um passeio ali, só a pé, e não tente tirar fotos na vila dos polacos que tem ali, tem uma senhora muito louca que tenta proibir qualquer um de tirar fotos por motivos esdrúxulos. É só não dar ouvidos a ela e continuar clicando.

A primeira vez

Como há muito não acontecia esta madrugada de domingo para segunda um barulho seco fora de casa e uma buzina que disparou. Na contramão uma Saveiro amassada e de cara no muro do hospital uma BMW arrebentada, tão forte o impacto que ela varou o muro, nunca antes visto por mim nestes anos que moro aqui.
Curiosamente fazia muito tempo que acidentes não ocorriam aqui na esquina de casa. Mesmo com aumento do número de carros os acidentes diminuíram drasticamente o que deveria ser inverso, a principal mudança que colaborou para a diminuição foi quando a Vicente deixou de ter duplo sentido antes da Francisco Rocha.
Mesmo assim me questiono: Conseguiram bater os carros no horário em que temos o menor fluxo de carros na semana? Como podem? Logo numa madrugada de segunda feira.
Será que as pessoas pensam que sinal vermelho não deve ser respeitado as madrugadas curitibanas?

De qualquer forma esta lá o muro vazado do hospital, desvirginado pela primeira vez por uma BMW vermelha. Conseguiram.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

The Voice Brasil Dois

Há uma luz que brilh na televisão aberta brasileira. Ontem tivemos prova disto. A Rede Globo apresentou a versão dois do The Voice Brasil. A emissora com certeza estava perdendo audiência para as quintas de violência que passavam em outros canais e optou por transferir o programa do horário apagado de domingo para quinta depois da novela.
Aí entra em campo o padrão de qualidade da Venus platinada que diferente de outros programas de calouros elimina os gritões e os troca por potenciais candidatos ao sucesso. Um show.
Na sequencia Amor e Sexo arrebentou exibindo talvez o primeiro nú coletivo em programa de auditório da televisão brasileira. Caminhar na tênue linha do bom gosto e da vulgaridade neste tema é muito perigoso, mas a direção conseguiu conduzir o assunto muito bem.

Bom fim de semana leitores.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Instantâneo

No jardim da minha irmã a vida floresce.

Greve, grave, greve


Aguardo a chegada de um documento para pagar. Não chega. Motivo; correios em greve.
Vou ao banco liberar algumas transações. Não consigo. Motivo; bancos em greve.
Alunos sem aula. Motivo; professores em greve.
Aguardo a chegada de um produto importado. Não libera. Motivo; auditores em greve.
Nos presídios bandidos fazem a festa. Motivo; agentes penitenciários em greve.

Pra ficar completa só esta faltando a greve dos motoristas e cobradores e dos lixeiros. Aí a vida paralisa mesmo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Como fazer um comercial de TV

Como fazer um comercial de TV seguindo a receita do empresário da Ótica Ponto de Visão:

  • Take 1- Sabe aquele tiozão aposentado que vive te incomodando dizendo que é popular na padaria do bairro? Coloque-o com uma mulher mais jovem dando ar de conquista ao seu produto.
  • Take 2 – Adicione seu filho mais velho com a namorada. Ele vai detestar a ideia, mas em compensação ela adorará figurar na peça e pagar de top model para as amigas.
  • Take 3 – Tem um sobrinho quebrado na família? É ele que figurará neste quadro. Claro recebendo um pesado cachê de cincoenta reais mais o lanche.  A namorada dele não receberá nada, ele se encarregará de convencê-la.
  • Take 4 – A cereja do bolo. O seu filho adolescente candidato a pop star. Ponha o pimpolho sobre um banquinho de camisa social e gravata para que ele pareça ser um homem entre duas moças. Peça para o “piá” fazer um movimento com a cabeça como se estivesse cuidando das duas gatas. Se vai convencer não importa, o que vale é que ele vai fazer sucesso no recreio da escola. 

Custo total da produção: Cincoenta reais do sobrinho quebrado mais o lanche.

O primeiro beijo

Eu ainda era pequeno quando perdi meu pai. Logo após o ocorrido estava na casa de minha irmã, ficava num prédio ali na Alameda Augusto Stellfeld. Não consigo precisar porque naquela noite de sábado atravessei a rua e fui participar de um aniversário de alguém que minha irmã conhecia. Era a festa de algum adolescente, um pouco acima de minha idade que tinha então apenas oito anos.
Se me lembro bem uma festa de aniversario dos anos sessenta não era muito diferente das festas de hoje, mudava apenas a tecnologia. Tinha salgadinho, canudinho de maionese e brigadeiro. Num canto qualquer da sala uma vitrolinha e alguns discos da época.
Em algum lugar da casa uns pares começaram a se formar e foram dançar. Alguém teve a ideia de apagar a luz e a intimidade rolou. Pequeno, gordinho, de óculos nada me restou a não ser apreciar o que acontecia. Caminhando pela casa atrás de algum docinho ao fundo do corredor pela primeira vez presenciei uma cena de beijo na boca. Fiquei paralisado. Era algo que no meu imaginário não passava das cenas em filmes. Que curiosidade despertou.

Foi ali, naquele exato momento que despertou em mim o interesse por mulher. Passaram-se anos até que um dia eu desse o primeiro beijo pra valer. O primeiro beijo a gente nunca esquece, pois olhe que o primeiro beijo que dei já nem lembro em quem foi, mas o primeiro beijo que presenciei jamais esquecerei.